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Vol. 38. Issue S1.
Pages 128 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 128 (October 2018)
TL23
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.275
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AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE COLONOSCOPIA EM PACIENTES COM MENOS DE 50 ANOS
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Fernanda França Mendonça de Matos, Carlos Ramon Silveira Mendes, André Luiz Santos, Tassia Mendes Franco, Jamille Eller Andrade Batista, Edierk Dantas Rocha, Henrique Moura Parreira
Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Salvador, BA, Brasil
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Introdução: O câncer colorretal é a terceira neoplasia maligna mais comum na população mundial masculina e a segunda na feminina, mais comum acima de 50 anos, estando presente em 20% dos pacientes com menos de 50 anos. Tem 90% de chance de cura, se descobrimento precoce. Em pacientes jovens, geralmente são localmente mais agressivos, com maior capacidade de metastatizar‐se e pior prognóstico. A colonoscopia é eficaz no diagnóstico de doenças colorretais. Os atuais protocolos preconizam rastreamento em pacientes com mais de 50 anos ou idade inferior quando há história familiar positiva para câncer colorretal. Nos serviços públicos, a realização rotineira de colonoscopia em jovens não é realizada devido elevado custo à saúde pública.

Objetivo: Avaliar os achados na colonoscopia em pacientes com menos de 50 anos, em um serviço endoscopia digestiva de um hospital geral na Bahia, confrontando‐os com resultados encontrados e com isso tentar traçar um perfil que justifique sua indicação racionalizada.

Métodos: Estudo retrospectivo, a partir de laudos de colonoscopia de pacientes atendidos em serviço de endoscopia digestiva na Bahia, no período entre janeiro de 2016 e junho de 2017.

Resultados: Dentre os 633 pacientes que realizaram colonoscopia no período avaliado, 193 tinham menos de 50 anos, sendo 96 do sexo masculino e 97 feminino. 58 exames normais, 20 com pólipos e 9 com lesões sugestivas de malignidade. A maior indicação para realização do exame foi sangramento (89 pacientes), seguido de seguimento de doença inflamatória intestinal (33 pacientes), diarréia crônica e dor abdominal (13 pacientes cada). Na literatura existem alguns tipos de pólipos, neoplásicos ou não neoplásicos: adenomatosos são comuns e pré cancerosos; hiperplásicos, bastante comuns, são não neoplásicos, entretanto apresentam mutações, como no gene K‐ras, sugerindo que podem ser neoplásicos. Sangramento e alterações do hábito intestinal são os sinais de alerta mais comumente relacionados ao câncer colorretal. Quanto maior o tempo de doença inflamatória, maior chance de malignização e desenvolvimento de câncer colorretal.

Conclusão: O exame de colonoscopia é eficaz no diagnóstico de afecções colorretais. Éimportante que as queixas, mesmo em pacientes mais jovens, não sejam subestimadas, sendo prontamente investigadas, possibilitando o diagnóstico precoce e maior chance de cura ao paciente com câncer colorretal.

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Journal of Coloproctology

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