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Vol. 39. Issue S1.
Pages 146 (November 2019)
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Avaliação das complicações pós operatórias do serviço de coloproctologia em hospital de ensino
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P.F. Henriques, R.D.R.E. Grimas, A.F.V. Pommella, K.F. Güenaga
Santa Casa de Santos, Santos, SP, Brasil
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Área: Ensino em Coloproctologia

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Avaliar a taxa de complicações pós operatórias em cirurgias realizadas por serviço de coloproctologia em hospital de ensino, durante um período de dois anos, sendo a maioria dos procedimentos realizados por residentes sempre auxiliados por um preceptor, correlacionando‐as com os dados da literatura.

Método: Foi realizada uma análise retrospectiva das cirurgias coloproctológicas realizadas entre março de 2017 a fevereiro de 2019, por serviço de ensino em coloproctologia. Foram incluídas as cirurgias eletivas e em caráter de urgência e emergência arquivadas no banco de dados do hospital. Foram avaliados: idade, gênero, tipo de cirurgia que o paciente foi submetido e suas complicações.

Resultados: Foi avaliado um total de 182 pacientes, sendo 103 homens (56,6%) e 79 mulheres (43,3%). As cirurgias realizadas foram as seguintes: 43 hemorroidectomias (23,62%), 31 fistulectomias anais (17,03%), 17 exéreses de lesões anorretais (9,34%), 5 fissurectomias (2,74%), 9 exéreses de cistos pilonidais (4,94%), 3 drenagens de abscessos perianais (1,64%), 2 correções de fístulas retovaginais (1,09%), 4 correções de prolapsos retais (2,19%), 12 colectomias direita (6,59%), 5 colectomias esquerda (2,74%), 2 colectomias totais com ileorretoanastomose (6,59%), 20 retossigmoidectomias (10,98%), 3 retossigmoidectomias à Hartmann (1,64%), 6 amputações abdominoperineais do reto (3,29%), 8 reconstruções de trânsito intestinal (4,39%), 3 fechamentos de ostomias em alça (1,64%), 6 confecções de colostomias em alça (3,29%), 2 laparotomias exploradoras (1.09%) e 1 retirada de corpo estranho no reto (0,54%). O índice geral de complicações foi 12,63%. A cirurgia que mais apresentou complicação foi a retossigmoidectomia (9 casos; 4,94% do total). O índice geral de óbito foi de 2,19%. Todos eles em pacientes com cirurgia em que haviam anastomoses, estando 2 relacionados diretamente à cirurgia (deiscência de anastomose) e 2 à complicações de ordem clínica em pacientes com doença neoplásica avançada (1 caso de sepse pulmonar e 1 caso de insuficiência hepática aguda). A cirurgia mais realizada foi a hemorroidectomia (23,62%), com 1 caso de complicação por sangramento com necessidade de reinternação. Dentre todas as cirurgias com anastomose de cólon e reto (47), 14 apresentaram complicação (29,7%), sendo a fístula anastomótica a mais comum com 5 casos (10,63%). As outras complicações presentes foram: 1 sangramento de anastomose (2,12%), 1 caso de hematoma de parede abdominal (2,12%), 1 caso de infecção de sitío cirúrgico (2,12%), 1 caso de pneumonia (2,12%) e 1 caso de insuficiência hepática aguda (2,12%). Quatro pacientes evoluíram à óbito (8,51%).

Conclusão(ões): As complicações pós operatórias são inerentes à qualquer procedimento, no entanto há a necessidade de expor os residentes à prática cirúrgica, para que haja aperfeiçoamento dos médicos em formação, pois não há prejuízo aos pacientes, uma vez que as taxas de complicações em cirurgias realizadas por residentes são condizentes com as citadas na literatura.

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Journal of Coloproctology

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