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Vol. 38. Issue S1.
Pages 58 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 58 (October 2018)
P199
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.122
Open Access
AVALIAÇÃO DAS DEMANDAS EM UM MUTIRÃO DE COLOPROCTOLOGIA NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO PRETO
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Josiane Harumi Cihoda Lopes, Rodrigo Saad Rodrigues, Fernanda Costa Pereira, Marley Ribeiro Feitosa, Rogério Serafim Parra, Omar Féres, José Joaquim Ribeiro da Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar as principais manifestações e demandas em uma fila de espera na área da coloproctologia, atendidos em regime de mutirão.

Método: Trata‐se de um estudo transversal descritivo, com dados obtidos a partir de um mutirão de coloproctologia, realizado no município de Ribeirão Preto, de setembro a novembro de 2017.

Resultados: Foram avaliados 786 pacientes, com idade média de 56±15 anos e maior prevalência do sexo feminino (62%), com baixa escolaridade (53%). A maior parte dos encaminhamentos foi motivada para atendimento de pacientes sintomáticos (75%). As principais manifestações relatadas foram: sangue nas fezes (34,9%), constipação intestinal (23,9%), abaulamento anal (23%), dor abdominal (19,5%) e dor anal (19%). Houve ainda solicitação de avaliação de pacientes assintomáticos, por positividade na pesquisa de sangue oculto nas fezes (14%) e para realização de colonoscopia de rastreamento (11%). O tempo médio de espera para avaliação com o especialista foi de 25±6 meses. Os principais achados ao exame físico foram: doença hemorroidária (35%), plicomas (21,8%) e fissuras anais (5%). Ao exame proctológico foram diagnosticados câncer retal em 5 pacientes (0,6%). Na maior parte dos casos (62%), houve necessidade de solicitação de exames complementares e a colonoscopia foi o principal método requisitado (97%).Em relação ao seguimento, os pacientes foram redirecionados para avaliação com clínico geral da Unidade Básica de Saúde (UBS) (76%), avaliação em unidade secundária (15%) e avaliação em unidade terciária (5%). Em relação ao manejo, indicou‐se tratamento clínico para a maioria dos casos (82,8%).

Conclusões: Observou‐se longo tempo de espera para consulta especializada. A maior parte das demandas poderia ter sido atendida na UBS.

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Journal of Coloproctology

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