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Vol. 38. Issue S1.
Pages 137 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 137 (October 2018)
TL42
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.294
Open Access
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE INFLIXIMABE EM PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN POR IMUNOENSAIO DE FLUXO LATERAL
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Luis Eduardo Miani Gomes, Francesca Ramos da Silva, Livia Bitencourt Pascoal, Renato Lazarin Ricci, Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, Claudio Saddy Rodrigues Coy, Raquel Franco Leal
Laboratório de Investigação em Doença Inflamatória Intestinal, Serviço de Coloproctologia, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: Os testes de monitoramento das concentrações séricas de Infliximabe (IFX), cuja medição é a concentração do fármaco em um ponto de tempo pré‐especificado, têm se mostrado relevante no manejo clínico atual das doenças inflamatórias intestinais (DII), entretanto, ainda são pouco utilizados no âmbito nacional.

Objetivo: Avaliar os níveis séricos de IFX de pacientes com doença de Crohn (DC) que utilizam essa terapia e que fazem acompanhamento em Ambulatório de Hospital Terciário.

Casuística e método: Foram incluídos 40 pacientes com DC submetidos à terapia com IFX em fase de manutenção. Trata‐se de estudo observacional. A atividade da doença foi determinada por ileocolonoscopia ou enteroressonância. A coleta do sangue periférico foi realizada antes da aplicação do IFX. Realizou‐se dosagem dos níveis séricos de IFX pelo método de imunoensaio de fluxo lateral (LFA ‐ Lateral Flow Assay). Utilizou‐se teste não paramétrico para análise estatística, com p<0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Resultados: Do total de pacientes incluídos, 55% eram do sexo masculino, sendo 12 do grupo em atividade da DC e 10 do grupo em remissão. A média de idade dos pacientes no grupo em atividade da DC foi de 35,5 (19‐59) anos, e no grupo em remissão, foi de 42,5 (18‐61) anos. O tempo médio de uso do IFX foi de 53 (4 ‐192) meses. Considerando‐se o nível sérico de IFX, não houve diferença entre os grupos em remissão e atividade (p>0,05). Dos 22 pacientes em atividade, 5 apresentaram níveis subterapêuticos da droga, 4 apresentaram níveis terapêuticos e 13 pacientes acima da janela terapêutica. Dos 18 em remissão, 9 apresentaram níveis subterapêuticos da droga, 3 apresentaram níveis terapêuticos e 6 pacientes acima da janela terapêutica. Assim sendo, apenas 7 pacientes apresentaram níveis de IFX em dose terapêutica (3‐7μg/mL). Não houve correlação entre os níveis de IFX e a atividade da DC (p>0,05). Também, não houve diferença significativa quanto ao uso do biológico associado ao imunossupressor (IMS). Entretanto quando a terapia combinada (IFX e IMS) foi analisada nos grupos atividade e remissão isoladamente, o principal achado foi o elevado número de pacientes em atividade, com níveis de IFX acima do nível terapêutico, apesar de estarem em terapia com imunossupressor.

Conclusão: O monitoramento de drogas biológicas com os níveis de fármacos pode possibilitar um gerenciamento terapêutico mais singularizado, com o melhor ajuste das doses e possivelmente maior economia.

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Journal of Coloproctology

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