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Vol. 37. Issue S1.
Pages 27 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 27 (October 2017)
TL7‐062
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.361
Open Access
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS E DETECÇÃO DE ANTICORPOS ANTI‐INFLIXIMABE EM PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN
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Luis Eduardo Miani, Guilherme Nogueira, Francesca Ramos da Silva, Cláudio Saddy Rodrigues Coy, Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, João José Fagundes, Raquel Franco Leal
Laboratório de Investigação em Doenças Inflamatórias Intestinais, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: Em que pese os vários métodos que estão disponíveis para medir os níveis de infliximabe (IFX) e anticorpos (ATIs), esses ainda não estão disponíveis no Brasil.

Casuística e método: Foram incluídos 40 pacientes com doença de Crohn (DC) submetidos à terapia com IFX em fase de manutenção. A atividade endoscópica da doença foi definida como CDEIS ≥5 ou pela presença de úlceras profundas em pelo menos um segmento intestinal analisado. A coleta do sangue periférico foi feita antes da aplicação do IFX. Fez‐se dosagem dos níveis séricos de IFX e dos ATIs por Elisa. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Resultados: O tempo de uso do IFX foi de 53 (4‐192) meses. O CDEIS entre os pacientes que estavam em remissão (CDR) variou de 0 a 3, com mediana zero, enquanto naqueles em atividade (CDA) variou de 4,25 a 22,4, com mediana de 9,6. Considerando‐se o nível sérico de IFX, não houve diferença entre os grupos em remissão e atividade (p>0,05). Dos 22 pacientes em atividade, 20 apresentaram níveis acima do valor terapêutico e dois níveis terapêuticos de IFX. Dos 18 em remissão, 14 tinham níveis acima do valor terapêutico e quatro níveis terapêuticos; 85% de todos os pacientes estavam com níveis acima das concentrações terapêuticas. No grupo CDA, 13 pacientes apresentaram ATIs positivos, 11 em baixa (< 3,2 AU/mL) e um em alta (> 126 AU/mL) titulação. No grupo CDR, nove tinham ATIs positivos, sete em baixa e um em alta titulação.

Conclusão: A imunogenicidade não foi o principal fator para a perda de resposta à droga, uma vez que a minoria apresentou altas titulações de ATIs. A introdução do monitoramento que inclui o nível de fármaco e a detecção de ATIs permite gerenciamento terapêutico mais personalizado com melhor ajuste das doses e possivelmente maior economia.

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Journal of Coloproctology

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