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Vol. 38. Issue S1.
Pages 19 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 19 (October 2018)
P125
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.041
Open Access
AVALIAÇÃO DOS PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN SUBMETIDOS À CIRURGIA PARA CORREÇÃO DE FÍSTULA ANAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
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Tarciana Ribeiro Santos, Luciana Martins Krohling, Livia Barbosa da Silva, Maruska Dib Iamut, Paulo Cesar de Castro, Luiz Fernando Pedrosa Fraga, Francisco Lopes Paulo
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: A Doença de Crohn (DC) pode atingir a região perianal em até 60‐80% dos pacientes. Fístulas e abscessos estão entre as manifestações mais difíceis de serem administradas na DC perianal, podendo se manifestar em conjunto com fissuras, úlceras, plicomas aberrantes, estenose de canal anal e fístulas reto‐vaginais. O tratamento cirúrgico da fístula anal na DC é necessário naqueles pacientes que apresentem sintomas refratários à terapêutica clínica ou desenvolvem complicações agudas e crônicas.

Objetivo: Apresentar uma revisão sistemática dos pacientes portadores de DC submetidos à cirurgia orificial em decorrência de fístula anal, atendidos no ambulatório de Coloproctologia, entre 18/03/2014 a 30/05/2018.

Métodos: Estudo retrospectivo do banco de dados dos pacientes atendidos de 18/03/2014 a 18/03/2018 com indicação para cirurgia orificial (exame sob anestesia, drenagem de abscesso, fistulotomia com e sem seton), decorrente de fístula anal.

Resultado: Durante o período foram diagnosticados 215 pacientes com fístula anal, sendo 15 (7%) dos pacientes portadores de DC. Foram analisados os dados: idade, sexo, queixa principal, tipo de cirurgia realizada e reabordagem cirúrgica. Destes 4 (26%) eram do sexo feminino e 11 (74%) do sexo masculino. A idade média foi de 40 anos (20‐87). Como queixas principais: 14 (93%) tinham dor e aumento secreção anal e 1 (9%) apresentava dor e secreção vaginal. No período disposto acima, 11 (74%) foram submetidos ao tratamento cirúrgico: 5 (46%) fistulotomias com seton, 4 (36%) exames sob anestesia com biopsia e 2 (18%) fistulotomias sem seton. Dois (18,2%) foram reabordados no período de 1 ano sendo necessário drenagem de abscesso e troca de seton.

Conclusão: Após uma avaliação detalhada, o cirurgião define a estratégia e a técnica cirúrgica baseado nos múltiplos fatores pré e intraoperatórios. É evidente que a forma ideal de tratamento para DC anal é o tratamento clínico e drenagem do abscesso quando ele ocorre. O tratamento definitivo deve ser repensado após seleção cuidadosa, levando em consideração a possibilidade de distinção entre DC anal e fístula primária. A qualidade de vida dos paciente normalmente melhora após a cirurgia especialmente se medidas para controle da doença de base forem adotadas reduzindo a chance de recidiva.

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Journal of Coloproctology

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