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Vol. 39. Issue S1.
Pages 205-206 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 205-206 (November 2019)
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Avaliação funcional de pacientes com endometriose profunda
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L.R.C. Baruccia, B. Bazzanob, U.E. Sagaec, G. Kurachic, N. Cavallid, D.M.d.R. Limac
a Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG), Cascavel, PR, Brasil
b Hospital São Lucas, Cascavel, RS, Brasil
c Gastroclínica Cascavel, Cascavel, RS, Brasil
d Clínica Salus, Cascavel, PR, Brasil
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Área: Ensino em Coloproctologia

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Avaliação funcional pela manometria anorretal de pacientes portadoras de endometriose profunda e sua correlação com localização de focos no reto.

Método: Foram analisados dados de manometria anorretal e ultrassonografia anorretal tridimensional (US3D) de 151 pacientes do sexo feminino, com idade entre 22–57 anos, sendo a média entre as idades de 39,2 anos. Todas em acompanhamento clínico por endometriose intestinal profunda, em uma clínica de referência do serviço no período de janeiro de 2014 a janeiro de 2019. As pacientes foram divididas em três grupos mediante achados da US3D sendo o grupo I composto por pacientes que apresentaram foco de endometriose na gordura perirretal sem infiltração na musculatura do reto. Grupo II composto por pacientes que apresentavam foco de endometriose na musculatura própria do reto e Grupo III formado por mulheres sem foco de endometriose no exame de US3D. Foram analisados dados da pressão de contração e de repouso anorretal, presença de anismus ao exame de manonetria anorretal e a presença de sintomas de disquezia, dor retal e constipação.

Resultados: Cento e vinte pacientes (79,4%) analisadas apresentavam lesão sugestiva de foco de endometriose perriretal com envolvimento da parede retal e oitenta e uma pacientes (53,6%) apresentaram anismus ao exame manométrico. Dentre as pacientes que apresentavam lesões sugestivas de endometriose ao exame de US3D, sessenta (39,7%) apresentavam anismus concomitante ao exame manométrico. O grupo I, foi composto de quarenta e uma pacientes (27,1%) com média de pressão manométrica de repouso de 55,4 e média de pressão manométrica de contração de 74,3. No grupo, vinte e cinto (60,9%) apresentaram anismus, uma (2,4%) relatou queixa de disquezia, cinco (12,1%) de dor retal e nove (21,9%) de constipação. Além disso, dezesseis pacientes (39%) não apresentaram anismus ao exame manométrico. No grupo II, foram incluídas setenta e cinco pacientes (49,6%), sendo a média de pressão manométrica de contração e repouso de 50,4 e 89,02 respectivamente. Dentre elas, trinte e cinco (46,6%) apresentaram anismus ao exame manométrico, sete (9,3%) apresentavam disquezia, oito (10,6%) dor retal e dez (13,3%) constipação. Nesse grupo, quarenta pacientes (53,3%) não apresentavam anismus ao exame de manometria anorretal. Por fim, no grupo III, composto por trinta e cinco pacientes (23,1%), que apresentaram como média de pressão manométrica no repouso e na contração 52,3 e 87,6 respectivamente. Nesse grupo, vinte e uma (60%) apresentavam anismus. Quatro (11,4%) delas apresentavam queixas de dor retal e sete (20%) de constipação, sendo que nenhuma apresentou disquezia como sintoma.

Conclusão(ões): A avaliação funcional de pacientes portadoras de endometriose intestinal que serão submetidas a tratamento cirúrgico faz se importante para realizar tratamento das alterações funcionais que eventualmente coincidem e que podem piorar a evolução das mesmas no pós‐operatório.

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Journal of Coloproctology

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