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Vol. 39. Issue S1.
Pages 192 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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AVANÇO DE RETALHO MUCOSO COMO RECURSO TERAPÊUTICO PARA TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FÍSTULA ANAL COMPLEXA
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Moreira Aca, Sousa Mma, Veras Lbb, Regadas Smmb, Regadas Mmb, Regadas Cmb, Marques Gppb
a Hospital Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
b Hospital São Carlos, Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Doenças Anorretais Benignas

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Apresentar uma casuística resgatada de fístulas anais complexas tratadas pela técnica de avanço de retalho mucoso do reto nos Serviços de Coloproctologia de referência em Fortaleza, Ceará, no período de janeiro de 2014 a agosto de 2017.

Método: Os pacientes com fístulas anais complexas, após avaliação clínica, foram submetidos à manometria anorretal e Ultrassonografia Endoanal Tridimensional (US‐3D), para identificação anatômica dos trajetos fistulosos. A técnica do avanço de retalho consistiu na identificação (estilete ou peróxido de hidrogênio), curetagem e síntese do orifício interno com fio poliglecaprone 25, confecção de um retalho mucoso espesso retangular (largura de 2cm) com posterior síntese no anoderma, distalmente ao orifício interno. Após a confecção do retalho, tratou‐se o orifício externo por ressecção circular da pele e curetagem do trajeto

Resultados: Foram operados 10 pacientes, com idade variando entre 27 e 66 anos. Desses, 3 mulheres (todas com trajeto transesfinctérico comprometendo cerca de 50‐75% do esfíncter anal externo‐EAE) e 7 homens (todos com trajeto transesfinctérico comprometendo em média 60%‐70% do EAE). Seis pacientes apresentaram trajeto anterior e 4, posterior. O percentual de musculatura envolvida pelo trajeto fistuloso foi em média de 50%‐75% e as pressões de repouso à manometria anorretal variaram de 45‐63mmHg. Tempo de seguimento de 10 a 48 meses. Não foram identificados casos de recorrência ou incontinência fecal relacionada à lesão e perda de função esfincteriana neste período.

Conclusão(ões): As fístulas anais complexas são raras, porém demandam técnicas específicas e o avanço de retalho mucoso, na casuística atual, mostrou‐se uma técnica eficiente, de fácil confecção, sem interferência na continência fecal e com índice de recorrência nulo.

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Journal of Coloproctology

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