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Vol. 37. Issue S1.
Pages 167 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 167 (October 2017)
P‐220
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.221
Open Access
BAIXO NÍVEL DE ESCOLARIDADE ASSOCIA‐SE A ATRASO NA CONSULTA COM O COLOPROCTOLOGISTA
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Marley Ribeiro Feitosa, Virna Ribeiro Feitosa Cestari, Karina Kendra Mar Marques, Matheus Rassi Fernandes Ramos, Rogério Serafim Parra, José Joaquim Ribeiro da Rocha, Omar Féres
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: As manifestações das doenças anorretais são frequentes e podem estar associadas ao câncer colorretal (CCR), particularmente na presença de sinais de alarme. É importante que se faça avaliação médica precoce para evitar atraso do diagnóstico.

Objetivo: Identificar as características epidemiológicas relacionadas a atraso na consulta com o especialista, em pacientes com manifestações digestivas baixas.

Método: Estudo retrospectiva de consultas médicas feitas entre julho de 2014 e junho de 2015, para avaliação de sintomas digestivos baixos. Análise multivariada dos fatores associados ao atraso na consulta com o especialista.

Resultados: Foram feitas 610 consultas por sintomas digestivos baixos. A idade média dos pacientes foi de 50,2±15,6 anos, com predomínio do sexo feminino (53,6%), idade maior ou igual a 50 anos (54,1%), baixo nível de escolaridade (77,9%) e sem história familiar de câncer colorretal (98,4%). A maior parte dos pacientes (54,6%) era elegível para rastreamento do câncer colorretal, entretanto apenas 4,5% haviam iniciado o programa. Os principais sintomas relatados foram: dor anal (22,5%), dor abdominal (21%), sangramento anal (16,1%), constipação intestinal (10,8%) e massa anal (10,2%). As principais doenças diagnosticadas foram: hemorroidas (19%), doença diverticular dos cólons (16,7%), plicomas anais (10,2%), fissura anal (9,5%) e constipação funcional (6,9%). A prevalência de neoplasias malignas foi de 4,4%. Tratamento clínico foi indicado para 71,3% dos pacientes e 28,7% foram referenciados para cirurgia em centro terciário. A mediana do intervalo entre o início dos sintomas até a primeira consulta com o especialista foi de 12 meses (intervalo interquartil, 5‐36 meses). Baixo nível de escolaridade foi fator preditor independente de atraso na consulta com o coloproctologista.

Conclusões: Baixo de nível de escolaridade associou‐se a atraso na consulta com o coloproctologista.

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Journal of Coloproctology

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