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Vol. 39. Issue S1.
Pages 50-51 (November 2019)
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Câncer de reto metastático e sua total resposta ao tratamento adjuvante
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M.p.g. Luza, R.r.b.m. Limab, W.p.b. Oliveiraa, L.h.l.p. Silveiraa, I.f.p. Canutoc, S.b.d. Almeidac, W.e.f. Menesesa, J.f.r. Silva Filhob
a Escola de Saúde Pública do Ceará. Fortaleza. CE. Brasil
b Faculdade de Medicina. Universidade Federal do Ceará (UFC). Fortaleza. CE. Brasil
c Centro Universitário Christus (UNICHRISTUS). Fortaleza. CE. Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso de câncer colorretal associado a metástase hepática com resolução completa durante tratamento neoadjuvante.

Descrição do caso: Paciente, masculino, 65 anos, iniciou quadro de alteração do hábito intestinal há um ano com aumento na frequência das evacuações associado a alteração da consistência das fezes, porém sem sangramentos ou dor. Procurou atendimento, sendo solicitado a realização de uma colonoscopia, evidenciando um tumor de reto inferior, com biopsia de adenocarcinoma infiltrativo com padrão tubular e cribiforme, e a Tomografia foi evidenciado 03 lesões hepáticas. Como plano terapêutico, foi‐se indicado 28 sessões de radioterapia para tumor primário, 06 sessões de quimioterapia (2 com Xelox e 4 com Folfox) e capecitabina, como tratamento neoadjuvante. Paciente realizou tratamento com 4 ciclos de Xelox e 4 de Folfox. Ao exame de imagem foi evidenciado redução nas lesões hepáticas e desaparecimento da lesão tumoral do reto, indicando‐se o tratamento cirúrgico. Em março de 2019, realizou‐se a cirurgia com colecistectomia tática e utilização de ultrassom intraoperatório, porém não foram visualizadas lesões hepáticas apresentando, portanto, resposta completa ao tratamento proposto. Atualmente, ele se prepara para finalizar sua quimioterapia.

Discussão e Conclusão(ões): No Brasil, o câncer colorretal é o 2° mais incidente em mulheres e o 3° em homens. O adenocarcinoma de reto corresponde a 28% dos casos, apresentando as maiores taxas de recorrência. A condução do câncer de reto passou por diversos avanços com maior compreensão da história natural da doença, estadiamento radiológico mais preciso, intervenção terapêutica multimodal, técnicas cirúrgicas refinadas e laudos histopatológicos mais detalhados contribuindo de maneira positiva para o tratamento. O recurso à terapia neoadjuvante, tem se mostrado vantajoso quando comparado à irradiação a título pós‐operatório. O tratamento do câncer retal melhorou com aprimoramento e surgimento de novas terapêuticas resultando em maior sobrevida. Tornou‐se consenso que, o tratamento do adenocarcinoma do reto estádios II e III demandaria além do tratamento cirúrgico, a realização de terapia adjuvante, após a constatação dos seus efeitos benéficos tanto na diminuição da recidiva da doença, como no aumento das taxas de sobrevida. Dentre os benefícios da radio e quimioterapia neoadjuvante, podemos citar: maior radiossensibilidade dos tecidos no pré‐operatório, devido à ausência de fibrose cirúrgica, menor exposição do intestino delgado à radiação, menor toxicidade sistêmica, e diminuição do tamanho das lesões, que aumentam a ressecabilidade e a taxa de preservação esfincteriana. Conclui‐se assim que o processo de tratamento dos pacientes com neoplasia retal apresenta‐se em evolução, com mais opções terapêuticas, como as terapias adjuvantes. Apesar dessa evolução, o tratamento do câncer de reto permanece desafiador, já que a sobrevida a longo prazo ainda não evoluiu de forma consistente.

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Journal of Coloproctology

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