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Vol. 37. Issue S1.
Pages 109-110 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 109-110 (October 2017)
P‐085
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.086
Open Access
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS DOS PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN SUBMETIDOS A TRATAMENTO CIRÚRGICO EM CENTRO DE REFERÊNCIA DO INTERIOR PAULISTA
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Rogério Saad Hossne, Lígia Yukie Sassaki, Julio Pinheiro Baima, José Donizeti de Meira Júnior, Luana Moraes Campos, Marcela Maria Silvino Craveiro, Marlon Moda
Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, SP, Brasil
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Objetivo: Analisar as características epidemiológicas dos pacientes portadores de doença de Crohn (DC) submetidos a tratamento cirúrgico em centro de referência do interior paulista.

Método: Estudo retrospectivo observacional, através da coleta de dados de prontuários dos pacientes acompanhados no ambulatório de doença inflamatória intestinal. Foram incluídos pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas nos últimos 10 anos.

Resultados: Foram analisados 37 pacientes, 21 (56,7%) do sexo feminino, 32 (86,5%) brancos e 18 (49%) com ensino médio completo. A média de idade ao diagnóstico foi de 32,5 anos (desvio padrão [DP]=11,4), a idade média dos pacientes à primeira cirurgia foi de 35,7 anos (DP=10,9) e a mediana do tempo entre o diagnóstico e a primeira cirurgia foi de um ano. Apenas 8,1% dos pacientes apresentaram histórico familiar de DC e 21,6% tinham histórico de tabagismo atual ou pregresso. A maior incidência de DC (67,6%) ocorreu entre 12 e 40 anos (A2 de Montreal), a localização mais comum (75,7%) da doença foi a íleo‐colônica (L3 de Montreal) e os comportamentos estenosante e penetrante (B2 e B3 de Montreal, respectivamente) apresentaram a mesma frequência (48,65%). Complicações cirúrgicas ocorreram em 16 pacientes (43,2%), a mais comum foi a formação de fístulas (81,25%).

Conclusão: Em concordância com dados da literatura, o presente estudo demonstrou prevalência da DC no sexo feminino e em pacientes mais jovens. Em relação à localização e ao comportamento, os pacientes enquadrados na classificação B2, B3 e L3 de Montreal mostraram‐se em maior número.

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Journal of Coloproctology

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