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Vol. 38. Issue S1.
Pages 32 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 32 (October 2018)
P151
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.070
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CARCINOMA APÓCRINO EM REGIÃO PERIANAL – RELATO DE DOIS CASOS E REVISÃO DA LITERATURA
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Fernanda Bomfati, Jose Mauro dos Santos, João Carlos Costa de Oliveira, Humberto Fenner Lyra, Marlus Tavares Gerber, Flavia Cristina de Novaes Gerber
Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil
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Introdução: Carcinomas apócrinos são adenocarcinomas cutâneos primários raros. Desenvolvem‐se geralmente em regiões com abundância de glândulas apócrinas, sendo a axila sua localização mais comum, havendo poucos casos relatados também em pálpebra, mama e em região perianal. Apresentam‐se clinicamente de maneira bastante variável, geralmente como nodulações de crescimento lento, discretamente dolorosas. Sua disseminação é via linfática e o tratamento é a exérese cirúrgica. Apresentamos dois relatos de caso e discussão da escassa literatura sobre aspectos clínicos e histopatológicos da doença.

Caso 1: I.E.M., feminino, 50 anos, com queixa de nodulação em região perianal de evolução há 6 meses. Ao exame físico apresentava: lesão endurecida, exofítica, pediculada a cerca de 2cm do ânus, além de linfonodomegalia inguinal à direita confirmada por tomografia. Realizada exérese da lesão e linfadenectomia inguinal à direita.

Caso 2: V.C.A., feminino, 59 anos, com quadro de dor perianal em tratamento para fissura anal previamente com episódios esporádicos de hematoquezia. Realizou colonoscopia para rastreamento, identificando lesão com margens definidas, plano‐elevada, endurecida no canal anal, com anatomopatólogico inicial de neoplasia de aspecto submucoso e imuno‐histoquímica positiva para adenocarcinoma. Ressonância magnética de pelve mostrou linfonodos proeminentes na cadeia ilíaca externa e inguinais à direita. Realizada exérese transanal da lesão bem como linfadenectomia inguinal, semelhante ao caso 1.

Discussão: A análise histopatológica das lesões mostrou microscopia compatível com adenocarcinoma apócrino – células de citoplasma amplo, eosinofílico e granular com limites bem definidos, núcleos poligonais hipercromáticos, nucléolo proeminente e ocasionais figuras de mitose atípicas; focos de comedonecrose e áreas de decapitação apical (caracterizando a diferenciação apócrina) nas áreas de arranjo glandular.

Conclusão: O carcinoma apócrino de região perianal é uma patologia rara que deve ser criticamente suspeitada na avaliação diagnóstica histopatológica para tratamento (avaliação de necessidade de linfadenectomia e terapia adjuvante) e seguimento.

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Journal of Coloproctology

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