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Vol. 38. Issue S1.
Pages 33 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 33 (October 2018)
P152
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.071
Open Access
CARCINOMA BASALÓIDE DE CÉLULAS GRANULARES E TUMOR DE ABRIKOSSOFF PERIANAL: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE LESÕES DERMATOLÓGICAS; RELATO DE 02 CASOS E REVISÃO DE LITERATURA
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Izabella Cristina Cristo Cunhaa,b, Fernanda Mielotti da Silvaa,b, Lorena Silva de Carvalhoa,b
a Hospital Geral de Pedreira, São Paulo, SP, Brasil
b COLIC, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Nodulações perianais são extremamente comuns na prática da Coloproctologia. Muitas vezes o cirurgião pode ser surpreendido por diagnósticos diferencial da outras lesões dermatológicas desta nesta região.

Objetivo: Descrever dois casos de nodulações perianais raros como diagnósticos diferenciais de lesões da região e revisar a literatura acerca do tema.

Casos: Relata‐se dois casos tratados cirurgicamente com sucesso através ressecção local com margem. Caso 1, masculino, 68 anos, com apresentação de nodulação exofítica, de 2cm, com base pediculada de 0,5cm em região de sulco interglúteo, a 4cm da borda anal, de evolução lenta nos últimos 3 anos. Anátomo patológico confirmou carcinoma basalóide com diferenciação epidermóide. Caso 2, feminina 65 anos, apresentou‐se com nodulação nas proximidades de canal anal, a 3cm da borda anal, anterolateral direita, insidiosa, de evolução em 2 anos, subepitelial de 2 x 3cm sólida, limites bem definidos, aspecto fibroelástica, parcialmente móvel e pouco aderente a planos profundos.

Técnica: O exame proctológico era normal nos dois pacientes. Estadiamento pré‐operatório não demonstrou outras alterações. Ambas foram ressecadas cirurgicamente de forma excisional. Houve necessidade de ampliação de margem do primeiro caso. Ambos evoluíram com pós‐operatório sem maiores intercorrências. Primeiro caso compatível com carcinoma basalóide de células escamosas. O segundo caso confirmou tumor de células granulares (tumor de Abrikossoff), ambos confirmados por imuno‐histoquímica.

Discussão: Tumor basalóide são extremamente raros em região anal, evoluindo de forma benigna na área perianal, geralmente tratados com ressecção cirúrgica local. O segundo caso confirmou lesão de Abrikossoff, tumoração de origem nas células de Schwann a qual também possui caráter de benignidade. O tratamento cirúrgico isolado é curativo e a recorrência incomum. Entretanto, necessitam de acompanhamento.

Conclusão: Ambas as tumorações apresentadas, apesar de raras, são importantes no diagnóstico diferencial de lesões perianais, principalmente nos casos de evolução arrastada e de características clínicas não infiltrativas.

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Journal of Coloproctology

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