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Vol. 37. Issue S1.
Pages 88-89 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 88-89 (October 2017)
P‐036
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.037
Open Access
CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE CANAL ANAL: DIAGNÓSTICO INCIDENTAL EM FÍSTULA ANAL: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA
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Matheus Duarte Massahud, Alexandre Martins da Costa El‐Aouar, Fernando José Campos Lavall Junior, Diego Vieira Sampaio, Nathalia Nascentes Coelho dos Santos Omer, Pedro José Guimarães Cardoso, Patricia Costa Sant’Ana
Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: Nos anos 1930 foram publicados os primeiros relatos de caso sobre a rara associação de fístula anal e carcinoma de células escamosas (CCE) de canal anal. A seguir apresentaremos relato de caso e revisão da literatura sobre o tema.

Descrição do caso: Paciente de 73 anos, sexo feminino, doença de Parkinson, usava levodopa. Diagnóstico de fístula anal em 2015. Submetida a fistulectomia em 2016. Perda ponderal nos últimos seis meses. Anatomopatológico: carcinoma verrucoso com margens comprometidas. Solicitada revisão de lâmina e imuno‐histoquímica: carcinoma de células escamosas in situ e invasor. Ao exame: inspeção sem alterações. Toque retal: tecido de consistência endurecida em parede posterior a cerca de 1cm da margem anal. Retossigmoidoscopia rígida: até 10cm, visualizado aparente tecido cicatricial com pequena área ulcerada a 1cm da margem anal. RNM de pelve: espessamento nodular mal definido na parede posterolateral direita do canal anal sem restrição à difusão e com realce heterogêneo pelo contraste, pode corresponder a alterações cicatriciais ou resíduo. TC de abdome superior: ausência de alterações significativas. Colonoscopia: normal até o ceco. Paciente avaliada também pela equipe de oncologia, optou‐se por tratamento com radioterapia e quimioterapia: boa resposta inicial.

Discussão: São relatados casos de CCE de canal anal em espécimes cirúrgicos de fistulectomias desde os anos 1930. Coorte retrospectiva publicada em 2015 mostra risco relativo de CCE em pacientes com fístula anal de 2,7 em 10 anos. O mecanismo fisiopatológico não é bem compreendido, é postulado que a inflamação crônica seria responsável por degeneração maligna das células e surgimento de neoplasia.

Conclusão: Trata‐se de associação rara e de diagnóstico na maioria das vezes incidental. O pequeno número de casos torna difícil esclarecer a fisiopatologia da doença, assim como identificar fatores de risco.

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Journal of Coloproctology

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