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Vol. 38. Issue S1.
Pages 84-85 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 84-85 (October 2018)
P37
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.181
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CARCINOMA ESCAMOCELULAR DE RETO MÉDIO: UMA APRESENTAÇÃO RARA
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Ursula Araújo de Oliveira Galvão Soares, Euler de Medeiros Azaro Filho, Lina Maria de Goes Codes, Thamy Cristine Santana Marques, Aline Landin Mano, Arthur Rosado de Queiroz, Isabela Dias Marques da Cruz
Hospital São Rafael, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O Carcinoma Escamocelular (CEC) de reto é extremamente raro, contudo sua incidência tem aumentado, inferindo‐se que atualmente possa chegar a 3,5 por milhão de habitantes. Não possui etiologia bem estabelecida, ao contrário dos seus critérios diagnósticos, que incluem ausência de qualquer extensão do canal anal, como trajetos fistulosos, ou evidências de metástase. Devido a raridade da patologia, o tratamento ainda é controverso.

Descrição do caso: L.O.S., 64 anos, assintomática do ponto de vista gastrointestinal, realizou colonoscopia de rastreio em dezembro de 2017, sendo evidenciado em exame, a 08cm da borda anal, lesão polipoide de 12mm de aspecto maligno, cuja anatomia patológica, repetida e confirmada, constatou tratar‐se de um CEC moderadamente diferenciado. Ao exame proctológico, tocava‐se, a 7cm da borda anal, lesão polipoide, endurecida, multilobulada, de superfície irregular e friável. Exames de estadiamento demonstraram acometimento de linfonodos em mesorreto, mas sem lesões a distância. Submetida a quimioterapia (QT) e radioterapia (RT) com uso de cisplatina associada ao 5‐fluoracil e radiação de 5400 cGy em 27 frações, concluso em março de 2018. Na ressonância nuclear magnética de pelve em 26/04/18 houve desaparecimento completo de lesão, compatível com exame físico.

Discussão: O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, evidenciou um aumento na incidência de pacientes com CEC de reto. Alguns estudos sugerem uma associação da patologia com doenças inflamatórias intestinais, devido a constante agressão ao epitélio nessas patologias. Historicamente o tratamento era cirúrgico utilizando QT e RT como terapias neoadjuvantes ou adjuvantes. Na última década, devido a boa resposta ao tratamento com RT e QT para o CEC de canal anal, ampliou‐se sua utilização no CEC de reto. Evidenciou‐se que pacientes submetidos à QT e RT definitivas, tem uma sobrevivência muito superior, demonstrando que tal tratamento apresenta resultados promissores, tendendo‐se a limitar a abordagem cirúrgica aos casos de falha terapêutica ou de recidiva da doença. No referido caso, apesar de curto seguimento, a paciente apresentou remissão completa da lesão, com desaparecimento de linfonodos aparentemente acometidos.

Conclusão: A utilização de RT e QT para tratamento do CEC de reto mostra resultados promissores, com menor morbidade aos pacientes, contudo ainda não possui protocolos definidos, sendo a sua utilização individualizada.

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Journal of Coloproctology

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