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Vol. 38. Issue S1.
Pages 85 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 85 (October 2018)
P38
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.182
Open Access
CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CÉLULAS BASILÓIDES: RELATO DE CASO
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Alexandra Messa Cirlinas, Emily Alves Barros, Mateus dos Santos Peixoto, Ana Paula Barros, Deborah de Rosso
Hospital Ipiranga, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O câncer anal perfaz 4% dos tumores gastrointestinais, sendo mais comum o carcinoma de células escamosas, tendo no tumor de células basiloides o subtipo mais raro e agressivo. Mais frequente em mulheres e homossexuais masculinos, tem como fatores de risco infecção por HPV e HIV. Pode apresentar‐se com dor, lesão ulcerada e hematoquezia. O diagnóstico é feito pela história, exame clínico e biópsia da lesão. O tratamento visa à cura, através da ressecção e terapias complementares, para tumores em estágio iniciais e menores de 1cm. O tamanho do tumor é o principal fator prognóstico. O objetivo deste relato é apresentar os aspectos clinico‐patológicos de um caso de tumor de células basiloides.

Relato de caso: M.F.R., feminino, 61 anos, ex‐tabagista e diabética. Encaminhada ao ambulatório da Cirurgia do Aparelho Digestivo, através da Ginecologia, referia lesão perianal desde março de 2017, com crescimento progressivo e dor local moderada, que piorava ao evacuar. Evoluiu com hematoquezia e aumento da frequência das evacuações para 6 a 8 vezes ao dia, com consistência pastosa, além de perda de 12kg em 1 ano. Apresentava‐se descorada, emagrecida e com lesão ulcerada na borda anal de aproximadamente 6cm, sem secreção ou sangramento. Colonoscopia descreveu lesão endurecida de 6cm, sem outras alterações no cólon. Realizada, em março de 2018, eletivamente, biópsia excisional da lesão, com congelação no intraoperatório, que identificou células basiloides. Manteve‐se estável durante a internação, recebendo alta no 4° dia pós‐operatório, com encaminhamento para Oncologia Clínica, para avaliar necessidade de terapia adjuvante. O anatomopatológico confirmou carcinoma escamoso tipo basiloide com margens de ressecção coincidentes com a neoplasia. Em retorno ambulatorial, paciente manteve estabilidade e levou tomografia computadorizada, realizada em abril de 2018, que evidenciou inespecíficos nódulos pulmonares bilaterais não calcificados de 5mm e pequenas varizes pélvicas bilaterais; ausência de linfonodos retroperitoneais e de líquido livre. Aguarda consulta com a Oncologia Clínica para definição de quimioterapia.

Discussão: O tumor de células Basiloides tem prognóstico proporcional ao seu grau de invasão e diâmetro. Nesse caso, apesar da extensão, foi possível biópsia excisional completa de modo que, associado à quimioterapia adjuvante, há probabilidade de cura.

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Journal of Coloproctology

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