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Vol. 37. Issue S1.
Pages 98 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 98 (October 2017)
P‐058
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.059
Open Access
CARCINOMA ESPINOCELULAR DE PADRÃO BASALOIDE EM MARGEM ANAL: RELATO DE CASO
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Camilla Ferreira Magalhães, Marcelo Maia Caixeta de Melo, Thais Andreotti, Tamara Durci Mendes, Miguel Cerutti Franciscatto, João Gomes Netinho, Gustavo Lisbôa de Braga
Hospital de Base São José do Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil
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Introdução: O câncer do ânus corresponde a 4% de todas as neoplasias malignas do trato digestivo baixo. Os tumores anais podem ocorrer na borda ou no canal. O carcinoma epidermoide é o mais comum e considera‐se espinocelular quando originado da pele queratinizada do canal anal e basaloide quando originado do epitélio de transição.

Descrição do caso: Mulher de 41 anos, tabagista, ex‐etilista, encaminhada pela equipe da ginecologia devido a quadro de lesão perianal de aparecimento havia um ano cuja biópsia demonstrou presença de carcinoma espinocelular de padrão basaloide bem diferenciado e superficialmente invasivo. Associado ao quadro, a paciente queixava‐se de dor local, dor abdominal em andar inferior do abdome, hiporexia, alteração do hábito intestinal e sangramento anal. Ao exame proctológico, identificada lesão ulcerada de 4cm que se estendia da borda anal às 11 horas até a vulva. Solicitadas sorologias, as quais vieram negativas. A endoscopia digestiva alta evidenciou pangastrite moderada; à retossigmoidoscopia rígida foi observada mucosa de aspecto habitual. Exames tomográficos de estadiamento dentro dos limites de normalidade. Indicada ressecção da lesão com margens adequadas.

Discussão: O principal fator de risco associado às neoplasias do ânus é a infecção pelo HPV e as condições associadas ao aumento do risco dessa infecção. As principais formas de apresentação clínica são retorragias, dor, prurido ou sensação de corpo estranho. Na abordagem clínica estão recomendados o toque retal, anuscopia e palpação dos gânglios linfáticos inguinais, mas a biópsia é necessária para a confirmação do diagnóstico. No que diz respeito ao estadiamento, recomenda‐se imagiologia toracoabdomino‐pélvica. O carcinoma epidermoide, pequeno e superficial, da borda anal pode ser tratado com excisão local, eventualmente associada à terapêutica complementar, como se faz com os tumores epidermoides de outras áreas.

Conclusão: O câncer anal tem grande possibilidade de cura quando detectado em estágio inicial.

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Journal of Coloproctology

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