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Vol. 39. Issue S1.
Pages 5-6 (November 2019)
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Carcinoma espinocelular perianal em paciente com doença de crohn exposto por tempo prolongado a imunobiológicos
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P. Borges da Rocha, M.C. Sartor, A. Baldin Junior, G. Mattioli Nicollelli, A.S. Brenner, N.L. Nobrega, M.C. Savio, M. Deconto Rossoni
Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar o caso de um paciente com doença de Crohn que desenvolveu carcinoma espinocelular na região perianal em vigência de Ustequinumabe.

Descrição do caso: Masculino, branco, 52 anos, portador de doença de Crohn ileal e colônica com diagnóstico em 1985. Previamente submetido a quatro enterectomias (1985, 1991, 2001 e 2006) por estenoses do delgado e colostomia em alça do sigmoide por estenose do reto. Em uso de Ustequinumabe em monoterapia com bom controle da doença. Utilizou Azatioprina, que foi descontinuada devido a desenvolvimento de múltiplos carcinomas basocelulares na face e membros superiores. Também utilizou Metrotexate e Infliximabe suspenso por tuberculose latente). Em 2018 evoluiu com aparecimento de nódulo perianal pequeno, que foi ressecado. O exame anatomo‐patológico evidenciou carcinoma espinocelular pouco diferenciado. Foi optado por suspensão do imunobiológico. Em abril de 2019 a ressonância magnética da pelve demonstrou área de fibrose associada a pequeno trajeto fistuloso interesfincteriano na região posterior direita do canal anal, sem evidência de lesão infiltrativa ou de linfonodomegalias. O paciente está sendo submetido a exames físicos frequentes e não apresenta sinais de recidiva da lesão.

Discussão e Conclusão(ões): Os tumores malignos do canal anal representam 2% dos tumores malignos digestivos, sendo o mais prevalente o carcinoma epidermoide (85%). Alguns fatores de risco possuem forte correlação com o desenvolvimento dessa neoplasia, como o sexo feminino, infecção por papiloma vírus humano (HPV), imunossupressão e tabagismo. O tratamento consiste em quimio e radioterapia, reservando‐se o tratamento cirúrgico para os casos refratários. A excisão local é reservada para os tumores precoces menores que 2cm, com histologia bem ou moderadamente diferenciada, sem invasão esfincteriana. A literatura descreve associação entre tumores de origem epitelial e o uso prolongado de imunobiológicos e Azatioprina. Não há descrição associando Ustequinumabe e o desenvolvimento de neoplasias epiteliais, porém deve ser inferida essa relação causal frente à ausência de outros fatores de risco.

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Journal of Coloproctology

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