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Vol. 39. Issue S1.
Pages 11-12 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 11-12 (November 2019)
279
DOI: 10.1016/j.jcol.2019.11.021
Open Access
Carcinoma espinocelular de reto: uma apresentação topográfica atípica
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L.A.N. Assis, Í.F.C. Amorim, E.A.W. Silva, L.R. Pelegrinelli, A.F.R. Zago, R.M. Etchebehere
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Notificar o achado histopatológico de carcinoma espinocelular em lesão vegetante de parede retal, seguido de estudo de condução terapêutica e estabelecimento de prognóstico à paciente contemplada neste relato.

Descrição do caso: Paciente V.M.N., 61 anos, sexo feminino, tabagista, com quadro inicial de dor anal, tenesmo, aumento em frequência de evacuações e perda ponderal de evolução há 1 mês. Ao exame proctológico, achado de lesão tumoral em parede anterior de reto, distando 3cm da borda anal, ocupando 50% da luz intestinal. Estudo anatomopatológico e imuno‐histoquímico evidenciando Carcinoma Epidermoide pouco diferenciado de reto. Submetida à radio e quimioterapia neoadjuvantes, com resposta insatisfatória, apresentando lesão úlcero‐vegetante residual à colonoscopia com fistulização à parede posterior da vagina. Proposta de tratamento cirúrgico a ser definida em equipe.

Discussão e Conclusão(ões): A manifestação retal do carcinoma espinocelular (CEC) é incomum, sendo este responsável por 0,002 a 1% dos tumores malignos colorretais. O achado da ectopia de células escamosas no reto pode estar relacionado a alteração na maturação de células basais por agressão da mucosa, que se diferenciam em epitélio escamoso em vez de glandular, à metaplasia escamosa decorrente de agressões crônicas (radiação, colite recorrente, infecção por HPV ou esquistossoma) ou a existência de um grupo de células deslocadas do ectoderma após a embriogênese. As manifestações sintomáticas do CEC retal são semelhantes às do adenocarcinoma, como dor abdominal ou anal, tenesmo ou hematoquezia. Também é semelhante a apresentação macroscópica, sendo necessário o estudo histológico minucioso e a avaliação imuno‐histoquímica. Os CEC colorretais, porém, parecem ser mais invasivos localmente e apresentar mais frequentemente disseminação linfonodal e a distância, especialmente ao fígado e ao pulmão, além de serem diagnosticados mais tardiamente, o que corrobora por um painel geral de pior prognóstico. A abordagem inicial com radio e/ou quimioterapia parece ser tão eficaz quanto o tratamento cirúrgico dos CECs colorretais, inclusive com casos regressão total da lesão, com estratégias baseadas na boa resposta dos CECs de canal anal à neoadjuvância. A melhor conduta, entretanto, deve ser individualizada, sendo de difícil definição tendo em vista a raridade do tumor e as controvérsias envolvidas na sua condução No caso relatado, a tentativa de condução clínica inicial não teve o resultado esperado, levando a equipe do serviço a considerar a abordagem cirúrgica de ressecção com amputação retal e possível exenteração pélvica, procedimentos mutilantes complexos e de alta morbimortalidade.

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Journal of Coloproctology

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