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Vol. 39. Issue S1.
Pages 48-49 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Casos de colangite esclerosante primária associada a doença inflamatória intestinal
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N.l.o. Zeitoun, B.s. Mees, C.h.p.d.c. Lopes, G.h.g. Oliveira, M.d.s. Machado, C.h.d.a. Salles, W.d. Moreno
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relacionar três casos clínicos de Colangite Esclerosante Primária (CEP) associada a Doença Inflamatória Intestinal (DII) em seguimento no Núcleo de Doença Inflamatória Intestinal de um hospital universitário de Cuiabá – MT.

Descrição do caso: Nesse serviço foram identificados 137 pacientes com DII. Destes, 21 (15,3%) pacientes apresentaram alguma Manifestação extra‐intestinal (MEI) durante o seguimento, onde 4 (19%) apresentaram CEP. Optou‐se pelo relato de 3 dos 4 casos visto que um paciente teve seguimento perdido. R.M.D., 51 anos, masculino, com diagnóstico de Retocolite Ulcerativa (RCU) há 14 anos. Há 4 anos, apresentou prurido generalizado e em investigação notou‐se aumento de transaminases e enzimas canaliculares (TGO 149, TGP 196 e FA 9593). A colangiorressonância evidenciou sinais de CEP. Optou‐se por iniciar ácido ursodesoxicólico. Na época a colonoscopia evidenciava proctite moderada com estenose retal e indicação cirúrgica. Concomitantemente, apresentou lesões sugestivas de pioderma gangrenoso. Com o uso do ácido ursodesoxicólico houve melhora clínica e laboratorial, porém paciente segue com dificuldade de acesso à medicação. Mantém‐se anictérico, com pruridos periódicos e transaminases continuamente elevadas. ISC, 36 anos, masculino, diagnosticado com RCU há 19 anos e CEP há 9 anos após alterações laboratoriais encontradas em exames de rotina seguido de colangio RNM, na época assintomático. Em 2015 apresentou icterícia, aumento de transaminases, enzimas canaliculares e bilirrubinas. Iniciou uso de ácido ursodesoxicólico com melhora clínica e laboratorial. Nesse momento também apresentou atividade da doença tendo iniciado uso de Infliximabe. Apresentou ainda mais dois episódios de icterícia com alteração laboratorial (2016 e 2018). Hoje permanece assintomático e com exames laboratoriais relativamente normais. R.J.F., 31 anos, masculino, diagnosticado com Doença de Crohn (DC) e CEP concomitantes há 10 anos. Faz uso de Infliximabe, Azatioprina e ácido ursodesoxicólico, está assintomático e com exames laboratoriais normais. Em 2017 teve exacerbação da DC, já controlada e em 2019 apresentou aumento de transaminases (TGO 143 e TGP 121) com melhora subsequente.

Discussão e Conclusão(ões): A CEP é uma enfermidade crônica e progressiva, caracterizada por inflamação, fibrose e obstrução das vias biliares. Estudos atuais sugerem etiologia autoimune. Sua frequência na população geral é baixa, estando associada as DII (mais de 90% dos casos), variando entre 2‐7% na RCU e 0,7‐3,4% na DC. Na clínica, destacam‐se a icterícia e prurido. Nos exames laboratoriais há aumento de transaminases, enzimas canaliculares e bilirrubina. O tratamento habitual é feito com ácido ursodesoxicólico que confere alguma proteção em relação a evolução da doença e reduz a sintomatologia. É mais comum que o diagnóstico da CEP ocorra após o de DII, que seu curso seja independente da mesma, e está mais presente na RCU que na DC, porém pudemos ver exceções nos casos relatados.

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Journal of Coloproctology

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