Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 161-162 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 161-162 (November 2019)
482
Open Access
Casuística de colonoscopias de um residente de coloproctologia
Visits
838
M.L. Bicalho, M.P. Liger, H.D.A.F. Pinto, G.O. Lima, S.T. Lopes, M.D. Massahud, I.G. da Silva, R.M.R.S. Ferreira
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
This item has received

Under a Creative Commons license
Article information
Full Text

Área: Ensino em Coloproctologia

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): A colonoscopia é o principal exame para rastreamento, prevenção e diagnóstico de câncer colorretal. Portanto, possui fundamental importância na formação do médico coloproctologista. Este trabalho tem o objetivo de descrever a casuística de um residente de Coloproctologia durante seus dois anos de treinamento.

Método: Este trabalho descreve a casuística dos exames de colonoscopia realizados por um residente de Coloproctologia nos seus dois anos de formação. O nosso serviço de residência médica possui uma metodologia de aprendizado para colonoscopias, na qual é necessário inicialmente assistir a 100 exames realizados pelo preceptor ou residente já habilitado, em seguida retirar 100 aparelhos com supervisão do preceptor, para então iniciar a realização completa dos exames. O residente começou a realização de exames completos (subida, decida e procedimentos) em novembro de 2017 e finalizou em fevereiro de 2019.

Resultados: Durante este período, foram realizados 749 exames, com registro dos seguintes dados: sexo e idade dos pacientes, achados, complicações, necessidade de auxílio do preceptor, realização de procedimentos e se o exame foi completo, incompleto e se houve intubação do íleo terminal. O auxílio do preceptor foi necessário em 10% dos exames. Todos os pacientes eram dos SUS, sendo 38,5% do sexo masculino e 61,5% do sexo feminino. As principais indicações foram: prevenção de câncer colorretal (13,6%), hematoquezia (12,9%), pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva (12,8%), vigilância oncológica no pós‐operatório (12,8%), anemia (4%) e diarreia crônica (3%). O ceco foi intubado em 90,5% dos exames e o íleo terminal em 61,5%. As principais causas para exame incompleto foram preparo inadequado e lesões obstrutivas. Foram realizados procedimentos em 41% dos exames. Os principais achados foram: pólipos e/ou lesões planas em 41%, divertículos em 11% dos exames e 22,6% dos exames foram normais. Dois exames apresentaram complicações, sendo uma perfuração e um episódio de sangramento pós‐polipectomia.

Conclusão(ões): O médico coloproctologista deve ter domínio na indicação, execução e interpretação da colonoscopia, que é um procedimento examinador dependente e possui longa curva de aprendizado. Durante o aprendizado, é possível notar a redução da necessidade de auxílio pelo preceptor e, também, a redução do tempo necessário para execução do exame. Sendo que a “independência”na execução do exame é atingida com um número maior de exames que o preconizado atualmente. Notamos uma predominância do sexo feminino, um percentual abaixo do esperado de pacientes assintomáticos realizando colonoscopia para prevenção de câncer colorretal (um reflexo do caráter de hospital terciário do Sistema Único de Saúde) e um índice de complicações (0,26%) compatível com a literatura. O treinamento por etapas, conforme realizado no nosso serviço, é capaz de habilitar com segurança o futuro coloproctologista para a realização de colonoscopias com segurança e seguindo os índices de qualidade estabelecidos.

Idiomas
Journal of Coloproctology
Article options
Tools