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Vol. 38. Issue S1.
Pages 117 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 117 (October 2018)
TL08
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.252
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CASUÍSTICA DE MICROCIRURGIA ENDOSCÓPICA TRANSANAL (TEM/TEO) DO GRUPO DE COLOPROCTOLOGIA DA SANTA CASA DE BELO HORIZONTE
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Gabriella Oliveira Lima, Suyanne Thyerine da Silva Lopes, Matheus Duarte Massahud, Pedro José Guimarães Cardoso, Matheus Matta Machado Mafra Duque Estrada Meyer, Peterson Martins Neves, Ilson Geraldo da Silva
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Objetivo: Analisar o perfil dos pacientes e apresentar seu desfecho após serem submetidos à microcirurgia endoscópica transanal.

Método: Estudo retrospectivo, casuística representada por 51 pacientes que realizaram ressecção de lesões de reto via TEO pelo Grupo de Coloproctologia da Santa Casa de Belo Horizonte de 2014 a 2018.

Resultados: Dos 51 pacientes analisados, 47% eram provenientes do SUS. A faixa etária predominante foi entre 51 e 70 anos (60,8%) e 57% deles eram do sexo feminino. A média do IMC foi 25,12 (17 – 32). A maioria dos pacientes foram classificados como ASA II (62,7%), sendo que nos 75% dos pacientes que possuíam comorbidades, a hipertensão arterial foi a mais prevalente (43%). Em nove casos houve tentativa prévia de ressecção, sendo que a mucosectomia foi realizada em 5 pacientes. O estadiamento por imagem não foi realizado em um terço dos pacientes, parte devido à indicação apenas por critérios endoscópicos que sugeriam adenoma e parte que se tratavam de pacientes do SUS que não tinha acesso a ultrassom endoanal. Dos pacientes estadiados, 62,9% apresentavam lesão não invasiva, 11,4% eram T1, 17,1% eram T2 e 8,6% eram T3. Em relação ao tempo cirúrgico, a média foi de 82 minutos (entre 30 a 240 minutos). Em 61,2% das lesões do reto, localizavam‐se na segunda válvula. Considerando‐se a técnica realizada, a energia monopolar foi empregada em 59% dos casos e houve fechamento em 86,3%, sendo que em 52% foi utilizado clipes. No pós‐operatório, o tempo médio de internação foi de 2 dias. Oito pacientes (13,7%) apresentaram complicações, como deiscência (25%), TVP (12,5%) e sangramento (12,5%); nenhum deles precisou de reoperação. Após a análise histopatológica da peça ressecada, constatou‐se que 94% apresentavam margens livres, e em 45% classificou‐se as lesões como adenoma túbulo‐viloso, seguido de adenocarcinoma (24%).

Conclusão: À microcirurgia endoscópica transanal é uma técnica segura, eficaz e viável para resseções de tumores do reto, e que permite uma melhor definição da margem cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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