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Vol. 39. Issue S1.
Pages 52-53 (November 2019)
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Cec de canal anal com comportamento extremamente agressivo em paciente jovem. relato de caso
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M.m. Ribeiroa, G.k.c. de Menesesb, E.a. Rolimb, M.m. de Sousaa, J.c.a. da Silvaa, A.c. Moreiraa, B.r.d.a. Juniora, L.b.o. Batistaa
a Hospital Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
b Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso clínico de um CEC de canal anal agressivo em uma paciente jovem.

Descrição do caso: Paciente, sexo feminino, 39 anos, procura atendimento ambulatorial apresentando queixas de abaulamento na borda anal e sangramento retal de início há cerca de 2 meses. Nega dor local e perda de peso. Ao exame físico, apresentava lesão vegetante e exofítica que iniciava desde o canal anal e progredia até cerca de 3cm da borda anal, externamente. A mesma era bem friável o que dificultava o toque retal. Apresentava‐se com linfonodomegalia inguinal esquerda. Foram então solicitadas ressonância magnética (RM) de abdome e pelve, TC de tórax e colonoscopia. TC de tórax mostrava vários nódulos sólidos em base de ambos os pulmões. A RM de abdome evidenciou hepatomegalia com múltiplas lesões nodulares esparsas no parênquima hepático, sugestivas de implantes secundários, nódulos sólidos na base de ambos os pulmões e retroperitônio livre de adenomegalias. A RM de pelve mostrou lesão expansiva com contornos lobulares e limites precisos, com epicentro no reto inferior e extensão para o canal anal, ocupando a parede lateral do reto, medindo em seus maiores diâmetros 8,0 x 3,3 x 4,0cm, além de linfonodomegalias perirretais predominantemente à esquerda e na cadeia obturatória interna e inguinal esquerda. CEA normal. Já a colonoscopia mostrou lesão úlcerovegetante de canal anal/margem anal (CEC?), a nível de linha pectínea, friável, sangrante, ocupando a parede lateral esquerda e se exteriorizando na margem anal. Foram realizadas biópsias, as quais evidenciaram carcinoma de células escamosas (CEC) de caráter invasivo moderadamente diferenciado. classificou‐se então em estádio IV pelo estadiamento do sistema UICC (International Union Against Câncer), sendo, a partir daí, encaminhada para consulta com a oncologia clínica para programação de quimiorradioterapia.

Discussão: Percebe‐se que a paciente do caso apresentava sintomas típicos de doença hemorroidária, fazendo com que muitas vezes seja dado diagnóstico errôneo de um quadro benigno, atrasando assim o diagnóstico do CEC e, consequentemente, piorando o seu prognóstico.

Conclusão: Vê‐se, portanto, a importância de considerar o câncer de canal anal como diagnóstico diferencial de doenças perianais benignas, principalmente em mulheres, permitindo um diagnóstico mais precoce e, consequentemente, melhorando o prognóstico desses pacientes. Os resultados da quimiorradioterapia mostraram‐se superiores àqueles da radiação isolada ou da ressecção cirúrgica, podendo até ser curativo em alguns casos. Quanto ao tratamento de resgate, em casos de falhas terapêuticas ou recidivas, ainda há divergências na literatura quanto à realização da amputação abdominoperineal do reto ou a um novo regime de radioquimioterapia, mostrando a necessidade de mais estudos em relação a esse tipo de neoplasia.

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Journal of Coloproctology

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