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Vol. 37. Issue S1.
Pages 47 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 47 (October 2017)
TL11‐109
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.408
Open Access
CERCLAGEM DE COLOSTOMIA: UMA NOVA TÉCNICA AMBULATORIAL PARA REPARO DE ESTOMAS PROLAPSADOS
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Vivian Regina Guzela, Carlos Walter Sobrado Júnior, Ivan Cecconello, Sérgio Carlos Nahas, Aline Pozzebon Gonçalves
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (HC‐FM‐USP), São Paulo, SP, Brasil
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Objetivo: Descrever uma nova técnica cirúrgica ambulatorial para correção de colostomias prolapsadas, que permita mínima manipulação tecidual e seja feita sob anestesia local.

Método: Foram selecionados 16 pacientes com prolapso de colostomia submetidos à cerclagem em esquema de cirurgia ambulatorial. Desses, sete foram submetidos à correção com fio de aço, seis tinham colostomia em alça e um colostomia terminal. Outros nove pacientes, todos com colostomia em alça, foram submetidos à cerclagem com fita de tela de polipropileno. A técnica comum às duas opções apresentadas consistiu em fazer anestesia local, após assepsia. A diérese da pele foi feita em dois pontos opostos, seguida pela dissecção romba do subcutâneo ao redor da estomia, criou‐se um trajeto que permitia a passagem do fio de aço ou da tela (cerca de 1cm de largura). Os aparatos foram ajustados para permitir a passagem justa, porém sem estrangulamento, da alça exteriorizada. A síntese da pele foi feita e os pacientes receberam profilaxia com quinolona.

Resultados: No grupo de pacientes em que se usou fio de aço, três apresentaram recidiva, um deles evoluiu também com extrusão do fio. Nos pacientes em que foi usada tela de polipropileno, um apresentou hematoma da ferida com tratamento conservador e não houve recidiva ou outras complicações graves em até 102 meses de seguimento.

Conclusão: A cerclagem de colostomia é uma técnica de fácil execução, com a possibilidade de ser feita sob anestesia local, em esquema ambulatorial. Essa facilidade é relevante no Brasil, cujo financiamento do sistema público de saúde conta com recursos escassos. O uso de tela de polipropileno foi claramente superior ao fio de aço e não implica aumento significativo dos custos. Pretendemos ampliar o número de pacientes tratados com essa técnica e manter o seguimento, a fim de corroborar os resultados iniciais obtidos.

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Journal of Coloproctology

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