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Vol. 38. Issue S1.
Pages 105 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 105 (October 2018)
P83
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.226
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CICLOSPORINA: UMA OPÇÃO TERAPÊUTICA EFICAZ EM PACIENTE COM RETOCOLITE ULCERATIVA GRAVE
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Henrique Luckow Invitti, Odery Ramos Junior, Rodnei Bertazzi Sampietro, Eduardo Endo, Ana Helena Bessa Gonçalves Vieira, Antonio Carlos Trotta, Antonio Sérgio Brenner
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC), Curitiba, PR, Brasil
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Introdução: Retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória crônica que ocasiona inflamação contínua da mucosa do cólon, com padrão ascendente e quadro clínico que varia conforme a extensão da doença. Dentre as opções terapêuticas citadas na literatura, o uso de ciclosporina é aventado como uma das alternativas de tratamento.

Descrição do caso: E.S.P., 19 anos, feminino, atendida na emergência com queixa de dor abdominal, tenesmo, diarréia com muco e sangue há três semanas. Realizado tratamento para gastroenterite e parasitose intestinal sem melhora do quadro. Nega patologias prévias. Possui história familiar de RCU (mãe). Ao exame, regular estado geral, abdome doloroso à palpação profunda sem sinais de irritação peritoneal. Anemia e febre. Tomografia de abdome mostrou espessamento parietal dos cólons associado a densificação dos planos adiposos adjacentes, sugerindo doença inflamatória intestinal. À colonoscopia, pancolite grave, MAYO 3, com biópsias compatíveis com RCU. Iniciado tratamento com antibióticos, prednisona 40mg/dia, mesalazina 3,2g/dia e sintomáticos. Durante o internamento, apresentou agudização da dor abdominal, persistência da enterorragia e piora do estado geral necessitando tratamento em unidade de terapia intensiva. Após o descarte de perfuração, megacólon tóxico e causas infecciosas, optado por nutrição parenteral total e início de ciclosporina na tentativa de evitar colectomia total. Foi utilizado 4mg/kg/dia de ciclosporina endovenosa (EV) por quatorze dias, com melhora clínica gradual dos sintomas, seguido de tratamento via oral associado a azatioprina 2mg/kg/dia. Atualmente a paciente encontra‐se com doença em atividade moderada aguardando início de terapia biológica.

Discussão: Aproximadamente 15% dos doentes com colite ulcerosa apresentam na sua evolução um episódio grave, exigindo internamento hospitalar. Cerca de 40% destes doentes não obtêm remissão com os corticosteróides endovenosos.

Conclusão: O uso da ciclosporina em pacientes com colites graves pode ser uma opção que evita colectomias em até 90% dos pacientes.

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Journal of Coloproctology

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