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Vol. 37. Issue S1.
Pages 80 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 80 (October 2017)
P‐017
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.018
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CISTO TRIQUILEMAL PROLIFERANTE LOCALIZADO NA REGIÃO PERIANAL: UM ACHADO EXCEPCIONAL
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Denise Graffitti D’Avila, Adrieli Pansani, Vitor Rafael Pastro, Paula Cristina Stefen Novelli, Bruna Zini De Paula Freitas, Danilo Toshio Kanno, Carlos Augusto Real Martinez
Hospital São Francisco na Providência de Deus, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: Os cistos triquilemais proliferantes (CTP) são neoplasias benignas raras originadas do istmo folicular que podem desenvolver ceratinização triquilemal e degeneração maligna para carcinoma epidermoide. Os CTP acometem principalmente mulheres idosas e localizam‐se, em mais de 90% dos casos, no couro cabeludo. O desenvolvimento de CTP na região perianal ainda não foi descrito.

Objetivo: Apresentar caso de CTP localizado na região perianal.

Relato do caso: Mulher, 56 anos, procurou serviço especializado, queixava‐se do crescimento progressivo de lesão nodular na ânus havia oito anos. Negava dor, sangramento ou alteração do hábito intestinal, referia pequeno desconforto perianal ao sentar‐se. O exame proctológico identificou lesão cística, na região psterolateral direita do ânus, a 2cm da transição mucocutânea, media 3cm em seu maior diâmetro. À palpação a lesão era indolor, apresentava consistência fibroelástica. Ao exame digital do reto não identificaram‐se abaulamentos ou infiltração da parede do canal anal ou reto. A ressonância magnética (RM) da pelve confirmou a presença de imagem nodular única, cística, ovalada, com conteúdo mucinoso em seu interior, localizada próximo à margem anal na linha posterior mediana, de contornos regulares e limites bem definidos. A RM mostrou ainda que a lesão media 2,5 x 1,7 x 2,2cm e não invadia a musculatura esfincteriana, não apresentava relação com o cóccix, invasão da parede retal ou linfonodomegalias regionais. Optou‐se pela ressecção cirúrgica da lesão e preservação das margens circunferenciais de 1cm. O estudo anatomopatológico mostrou tratar‐se de lesão escamosa com ceratinização do tipo triquilemal formada principalmente por células escamosas com ceratinização abrupta, continha áreas hialinas, permitiu o diagnóstico de CTP confirmado posteriormente por painel imuno‐histoquímico. A lesão apresentava baixo grau de proliferação celular e não se detectou transformação maligna.

Conclusão: O desenvolvimento de CTP na região perianal é uma possibilidade excepcional, mas o tratamento cirúrgico deve ser sempre indicado pelo risco de degeneração maligna para carcinoma epidermoide.

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Journal of Coloproctology

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