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Vol. 37. Issue S1.
Pages 33 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 33 (October 2017)
TL8‐075
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.374
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CITOLOGIA ONCÓTICA DO CANAL ANAL: UMA SEGUNDA COLETA TORNA O RESULTADO MAIS EFETIVO?
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Vivian Regina Guzelaa, Aline Pozzebon Gonçalvesa, Luis Roberto Manzione Nadalb, Thiago da Silveira Manzionea, Rosely Antunes Patzinaa, Carmen Ruth Manzione Nadala, Sidney Roberto Nadala
a Instituto de Infectologia Emílio Ribas, São Paulo, SP, Brasil
b Hospital do Servidor, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A citologia do canal anal tem sido usada para detecção das lesões precursoras do carcinoma do canal anal em pacientes de risco. Aqueles com citologia alterada são submetidos à colposcopia anal (anuscopia de alta resolução), que, com ajuda do ácido acético, revela os locais para biópsia e confirmação histológica.

Objetivo: Nosso objetivo é avaliar se duas amostras podem ser mais efetivas na seleção de doentes para colposcopia anal.

Método: Foram submetidos 1.572 adultos de ambos os gêneros a duas coletas consecutivas com escovas raspadas no canal anal. Eram 286 mulheres e 1.286 homens. A média etária foi de 41 anos (18 a 64). O método de citologia foi o convencional, a escova era esfregada em lâmina de vidro, colocada em álcool a 70% e enviada para o Laboratório de Patologia para coloração e leitura. Os critérios de inclusão foram tratamento prévio para lesões anais ou genitais pelo papilomavírus humano ou parceiros sexuais com lesões anogenitais pelo HPV. Excluímos os doentes com lesões clínicas pelo HPV, carcinoma anal e aqueles com feridas, úlceras ou fissuras no ânus e canal anal e as gestantes. Comparamos os resultados da primeira amostra com o da amostra final, que foi o achado mais grave das duas amostras.

Resultados: Na primeira amostra observamos que 118 eram inadequadas (7,5%), 501 normais (31,9%), 134 ASCUS (8,5%), 657 LSIL (41,8%), nove ASC‐H (0,6%) e 153 HSIL (9,7%). Os resultados da amostra final foram 48 inadequados (3%), 424 normais (27%), 125 ASCUS (8%), 767 LSIL (48,8%), 11 ASC‐H (0,7%) e 197 HSIL (12,5%). A análise estatística revelou menos amostras inadequadas (p<0,0001) e achados mais graves (p<0,0001). Isso propiciou que mais doentes fossem submetidos às biópsias dirigidas pela colposcopia anal.

Conclusão: Os resultados obtidos nas condições de execução do presente estudo, em que comparamos um com dois raspados do canal anal, permitiram concluir pela eficácia da segunda amostra em reduzir as amostras inadequadas e permitir identificar resultados citológicos mais graves.

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Journal of Coloproctology

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