Journal Information
Vol. 37. Issue S1.
Pages 57-58 (October 2017)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 37. Issue S1.
Pages 57-58 (October 2017)
V2‐19
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.261
Open Access
COLECTOMIA DIREITA COM ANASTOMOSE INTRACORPÓREA EM TUMOR DE CÓLON DIREITO ESTÁDIO T4
Visits
...
Diego Fernandes Maia Soares, Rodrigo Ambar Pinto, Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Rafael Vaz Pandini, Aline Mendes Paiva, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
Article information
Full Text

Objetivo: Demonstrar a viabilidade de fazer colectomia direita com anastomose intracorpórea em tumor de cólon T4.

Métodos: Paciente M.L.R.C., 65 anos, sem comorbidades, apresentava queixa de distensão abdominal e dor em hipocôndrio direito havia nove meses. Foi então investigada com colonoscopia, a qual diagnosticou uma lesão vegetante e estenosante em cólon ascendente, cujo anatomopatológico foi de adenocarcinoma invasivo, de padrão tubular e cribiforme. Foi então estadiada com tomografia de tórax, abdome e pelve, que revelou um acentuado espessamento parietal concêntrico do ceco e cólon ascendente proximal, que se estendia por 8cm; a lesão se encontrava aderida à superfície parietal da fossa ilíaca direita e anexo uterino direito. Não havia metástases a distância. A paciente então foi submetida a uma colectomia direita por via laparoscópica. Durante o inventário da cavidade, observamos que o tumor se encontrava intensamente aderido à parede abdominal da fossa ilíaca direita e ao anexo direito, conforme descrito na tomografia. Foi feita dissecção de medial para lateral, com identificação e ligadura da a. e v. ileocólica. No entanto, devido ao volume do tumor, não foi possível atingir a goteira direita através dessa dissecção, de forma que a abordagem prosseguiu de lateral para medial. O peritônio parietal da fossa ilíaca direita e os vasos epigástricos foram ressecados junto com o tumor, permitiram margem radial macroscopicamente livre de neoplasia. Houve a necessidade de fazer salpingooforectomia direita para retirada da peça em bloco. Liberamos o ângulo hepático e fizemos descolamento do intercolon‐epiploico até a metade proximal do transverso. O cólon transverso foi grampeado laparoscopicamente. Em seguida, fizemos ileotransverso anastomose intracorpórea isoperistáltica, que se deu por uma incisão de Pfannenstiel de 12cm.

Resultados: A paciente teve evolução favorável no pós‐operatório, apresentou evacuação no terceiro dia de pós‐operatório.

Conclusão: A colectomia direita com anastomose intracorpórea é viável e segura mesmo em tumores volumosos estádio T4.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools