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Vol. 39. Issue S1.
Pages 236-237 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 236-237 (November 2019)
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Colectomia direita crânio‐caudal em oncologia
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Sampietro Rb, Furlanetto Mv, Furlan Gf, Endo E, Vieira Ahbg, Invitti Hl, Brenner As, Valarini R
Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Curitiba, PR, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Vídeo Livre

Objetivo(s): Demonstrar uma técnica alternativa para ressecção de neoplasia de cólon direito.

Descrição da técnica: Os passos técnicos descritos, podem ser resumidos da seguinte maneira: soltura e mobilização da flexura hepática após divisão do grande omento. O omento menor é aberto seguindo a grande curvatura gástrica, preservando a arcada vascular, de medial para lateral. O pedículo cólico superior direito é então exposto no mesocólon transverso. Se a anatomia local permitir, a dissecção pode seguir distalmente até visualizar toda a segunda e a terceira porção proximal do duodeno, pois isso tornará os próximos passos mais fáceis. Então, o mesocólon transverso é aberto em sua porção medial e o ramo direito ou o tronco da artéria cólica média pode ser ligado. A disseção ocorre até a face anterior do pâncreas, duodeno e expondo a veia mesentérica superior, ligando, neste momento artéria e veia cólica direita, separadamente. A partir daqui a dissecção prossegue caudalmente na raiz do mesocólon, tão longe for, na goteira parietocólica. Posteriormente, o pedículo da artéria e veia ileocólica são identificados e ligados isoladamente. Finalmente, o restante do espécime é mobilizado, a continuidade da anastomose é restaurada e a peça é então retirada por uma pequena incisão.

Discussão: A colectomia direita laparoscópica é uma técnica cirúrgica bastante utilizada nas operações colorretais. Algumas vantagens estão bem estabelecidas, como redução da dor pós‐operatória, tempo de retorno da função intestinal e tempo de internação hospitalar. Essa técnica pode ser utilizada com segurança no adenocarcinoma colorretal, inclusive, com equivalência à técnica convencional quanto a ressecção linfonodal, taxas de recidiva, sobrevida livre de doença e sobrevida global. Não há uma técnica padrão para a colectomia direita videolaparoscópica. A abordagem cranial para caudal é uma técnica viável e segura e permite a excisão do mesocólon com um número notável de linfonodos ressecados. Devido à variação vascular do cólon direito, a abordagem laparoscópica é mais complexa quando comparada com outras colectomias. O procedimento pode ser realizado em boas condições apenas por um cirurgião e um assistente. A abordagem de caudal para cranial, pode ser mais difícil quando o mesocólon direito é fortemente fixo posteriormente ou largo e curto, dificultando um pouco a identificação dos vasos. No entanto a dissecção crânio‐caudal pode tornar a identificação de vasos muito mais simples. Apresentamos neste caso uma estratégia de colectomia crânio caudal com excisão completa do mesocólon e anastomose intra‐corpórea.

Conclusão: A colectomia direita videolaparoscópica já é bem aceita entre os cirurgiões colorretais e a abordagem crânio caudal com anastomose intra‐corpórea pode ser uma alternativa para vários casos, como opção diante de dificuldades técnicas que possam ocorrer durante o procedimento, apresentado resultados aceitáveis comparados à técnica convencional.

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Journal of Coloproctology

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