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Vol. 39. Issue S1.
Pages 100 (November 2019)
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Colite colagenosa: um diagnóstico a ser considerado
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M.A. Dal Ponte, E. Brambilla, A.C. Tregnago, L.H.B.L. Tiago, T.S. Bressan, A. Dal Ponte, G.S. Farina
Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Avaliar e comparar aspectos clínico‐patológicos de pacientes diagnosticados com colite colagenosa.

Descrição do caso: No presente estudo, foram analisados 9pacientes, todas do sexo feminino com mais de 40anos, internadas com queixa de diarreia crônica de hospitais da cidade de Caxias do Sul‐RS, no período de fevereiro de 2018 a maio de 2019. Após a coleta dos dados clínicos, foram solicitados exames de imagem e laboratoriais, os quais mostraram‐se normais. No entanto, ao exame histopatológico, após biópsia de cólon, foram evidenciados padrões como espessamento da membrana basal, com o uso da coloração Picrosirius; raros linfócitos intraepiteliais; ausência de granulomas ou fissuras; pesquisa de parasitas e ovos negativa e ausência de sinais de inflamação crônica.

Discussão e Conclusão(ões): A colite microscópica (CM) é uma doença inflamatória do cólon de etiopatogenia ainda desconhecida que está aumentando, provavelmente, devido ao envelhecimento populacional. Ela se caracteriza por diarreia crônica, não sanguinolenta, com efeitos sistêmicos escassos e exames laboratoriais, radiológicos e endoscópicos habitualmente normais. Dessa forma, o diagnóstico final é essencialmente histológico. A colite colagenosa (CC), previamente considerada rara é um dos subtipos de CM. Na CC ocorre infiltração da lâmina própria do cólon ou íleo terminal por células inflamatórias e linfócitos intra‐epiteliais no qual se observa ainda colágeno subepitelial (> 10μm). Embora a etiologia seja desconhecida, têm‐se responsabilizado fármacos como anti‐inflamatórios, beta‐bloqueadores, inibidores da bomba de prótons e inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Entre os fatores de risco, destacam‐se a idade avançada, o sexo feminino e o tabagismo. Entre os diagnósticos diferenciais para diarreia não sanguinolenta devemos levar em consideração causas infecciosas causadas por bactérias ou parasitas, distúrbios endócrinos como hipertiroidismo, doença celíaca, doença inflamatória intestinal e síndrome do cólon irritável. Além do mais, saber sobre o uso de medicações é fator importante para esclarecer o diagnóstico. Conclui‐se que a CC é uma doença cada vez mais frequente, especialmente nas faixas etárias avançadas. É importante cogitar esta patologia muitas vezes sub‐diagnosticada. Sua confirmação é possível pela realização de biópsias na colonoscopia, com posterior avaliação histopatológica com descrição das características patognomônicas da doença. Ainda não existem biomarcadores que possam auxiliar no diagnóstico. Mesmo com a mucosa normal macroscopicamente, deve‐se informar o médico patologista sobre a hipótese diagnóstica.

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Journal of Coloproctology

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