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Vol. 39. Issue S1.
Pages 37-38 (November 2019)
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Condiloma anal gigante ‐ relato de caso
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A.C. Moreira, B.R.D.A. Junior, J.C.A. da Silva, M.M. Ribeiro, M.M. de Sousa, L.B.O. Batista, A.D.S. Vilarinho
Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
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Área Doenças Infecciosas

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Relatar caso de tumor anal gigante em paciente do sexo masculino, 20 anos, diagnosticado em serviço de referência em coloproctologia de Fortaleza, Ceará.

Descrição do caso J.V.S., homem de 20 anos procurou o serviço de coloproctologia da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza com queixas de tumoração em região perianal, com grande dificuldade de deambular, sentar, evacuar e limitação psicológica e social importante. Ao exame evidencia‐se grande condiloma perianal de cerca de 15 x 10cm, impossibilitando exame em canal anal sem sedação. O paciente referiu início do quadro clínico há 6 meses, com queixa de dor e lesão vegetante de tamanho pequeno na região anal. Fez uso de analgésicos e anti‐inflamatórios tópicos, promovendo alívio parcial. A lesão apresentou aumento progressivo de tamanho durante este período, quando então procurou o ambulatório. Nega relação sexual anal e a sorologia para HIV 1 e 2, bem como para outras DSTs foram negativas; demais exames normais, sem evidências de imunodeficiência. Foi indicado cirurgia para biópsia excisional da lesão. Interrogado tumor de Buschke‐Löwenstein. A lesão ressecada foi envida para anatomopatológico, que evidenciou lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, com secções de epitélio escamoso apresentando paraceratose, hiperplasia epitelial, papilomatose, células com cariomegalia e coilocitose.

Discussão e Conclusão(ões) O condiloma acuminado gigante é conhecido como tumor/síndrome de Buschke‐Löwenstein é uma incomum, cuja incidência na população é de 0,1%. Histologicamente é possível identificar coilocitose (vacuolização citoplasmática), mitoses infrequentes, acantose (hiperceratose) e membrana basal intacta. Não ocorre angioinvasão, infiltração linfática nem metástase. O tumor de Buschke‐Löwenstein apresenta 60% a 66% de recorrência após tratamento. O rápido crescimento deste tumor costuma estar associado a deficiências da imunidade (aids, tratamento imunossupressor, alcoolismo e diabetes mellitus) ou gravidez. Existe ainda a possibilidade de degeneração maligna do CAG em carcinoma de células escamosas. O caso em questão apresenta paciente sem fatores de risco relatados segundo informações colhidas e exames laboratoriais. O rápido crescimento, o aspecto e a histologia falam a favor de tumor de Buschke‐Löwenstein. Trata‐se de um caso atípico de paciente com tumor anal sugestivo de Buschke‐Löwenstein, mas sem o fatores de risco clássicos. A maioria dos autores dos estudos citados neste trabalho recomenda a cirurgia local ampla e sugerem ainda o fechamento da ferida operatória por segunda intenção e seguimento rigoroso, pois é uma lesão com risco para transformação neoplásico. O paciente do relato apresentou importante da qualidade de vida e o mesmo segue em acompanhamento ambulatorial.

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Journal of Coloproctology

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