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Vol. 38. Issue S1.
Pages 67 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 67 (October 2018)
P218
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.143
Open Access
CONDILOMA ANAL RECIDIVADO EM PACIENTE SOROPOSITIVO ‐ RELATO DE CASO
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Luely Ananda dos Santos Ribeiro, Ana Barbara Moreira Delfino, Jessica Lins Bonfatti, Marcelo Alves Raposo da Camara, Raissa de Oliveira Aquino Schuffner
Hospital Federal dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: O condiloma anal é uma doença sexualmente transmissível com cerca de um milhão de novos casos diagnosticados anualmente no mundo. As taxas de prevalência e recorrência da doença são expressivamente maiores em pacientes imunocomprometidos. O grau de displasia celular, os subtipos de HPV e a reinfecção por contato sexual, além da multiplicidade de parceiros sexuais estão relacionados com a recorrência da doença. O comprometimento da imunidade celular está associada com o surgimento de lesões previamente assintomáticas e latentes, fazendo com que pacientes com baixa contagem de CD4+estejam mais susceptíveis às manifestações e recidiva da infecção pelo HPV. A prevenção da recorrência se torna então um desafio o tratamento da recorrência da doença e os efeitos adversos das terapias locais são mais frequentes.

Descrição do caso:C.H.S., masculino, 27 anos, HIV +, contagem de CD4 + 350 na consulta inicial. Apresentando lesões verrucosas circunferenciais restritas à região perianal. Inicialmente realizado tratamento tópico com ácido tricloroacético a 90%. Evoluiu com recidiva, sendo iniciado imiquimod 5% tópico, 9 doses em dias intercalados, com regressão completa das lesões. Após três meses, houve recidiva do condiloma com úlcera perianal tardia na segunda semana após novo tratamento com imiquimod 5% tópico. Sorologias para outras DSTs negativas. Suspenso o imiquimod 5% e iniciado antibiótico tópico, com melhora completa dos sintomas e regressão total das verrugas genitais.

Discussão: A imunoterapia tópica apresenta grande eficácia a longo prazo e taxa de cura de 95% estando indicada nos casos recidivantes. Porém, tal terapia apresenta como possíveis eventos adversos locais, nas áreas de aplicação: vermelhidão, descamação, erosão, escoriação, edema, alterações de pigmentação, prurido, ardência, dor, bolhas e úlceras de pele. A falha desta terapia está relacionada a: intercurso sexual anal antes do fim do tratamento, infecções latentes, presença do HPV em camadas superficiais da pele ou mucosa que dificultam a ação fagocitária dos linfócitos circulantes. Muitas vezes a vacinação reduz os índices de recidiva, porém estabelecer uma imunidade celular adequada é fator primordial na prevenção das recidivas.

Conclusão: As recidivas de lesões por HPV nos pacientes soropositivos é muito frequente, portanto é necessário atentar à imunidade e aos efeitos adversos do tratamento local.

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Journal of Coloproctology

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