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Vol. 39. Issue S1.
Pages 66-67 (November 2019)
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Condrossarcoma mixoide extra‐esquelético
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F. Perondi, M.M. Cerato, M.L. Visioli, R.D.D. Vila, R.T. Koshimizu, K.B. Susin, P.S. Passos, K.G. Valentini
Hospital Ernesto Dornelles (HED), Porto Alegre, RS, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O condrossarcoma mixoide extra‐esquelético (CME) é um tumor maligno raro responsável por menos de 3% dos sarcomas de partes moles. Objetivo deste relato é apresentar uma patologia pouco comum, mas que muitas vezes, é diagnosticada pelo coloproctologista pela íntima relação com o reto, quando de localização pré‐sacral.

Descrição do caso: C.M.S., sexo feminino, 73 anos. Procurou a emergência em novembro de 2018 com queixa de dor abdominal difusa, perda de aproximadamente 10kg e alteração do hábito intestinal há 2 meses. Realizou tomografia computadorizada de abdome e pelve que evidenciou lesão nodular heterogênea de 3,6 x 3,6cm peri‐retal e pré‐sacral e lesão lítica em corpo vertebral de D12. Encaminhada ao oncologista para avaliação e estadiamento, sem evidência de outras lesões e com compressão extrínseca do reto vista em colonoscopia. Realizadas avaliações da coloproctologia e da neurocirurgia com indicação de ressecção das lesões e optado primeiramente pela ressecção da lesão expansiva vertebral com descompressão medular em dezembro de 2018. O anatomopatológico e imuno‐histoquímica foram inconclusivos, sem definição do sítio primário da doença. A paciente realizou radioterapia direcionada à lesão vertebral entre 10‐23/01/2019. Reencaminhada para avaliação coloproctologica com indicação de ressecção do tumor retro‐retal posterior à esquerda que foi realizada em 28/02/2019: dissecção do espaço retro‐retal e dissecção romba das paredes da lesão com remoção em monobloco com o cóccix. O anatomopatológico associado à imuno‐histoquímica evidenciou condrossarcoma mixoide extra‐esquelético, sendo indicada radioterapia, porém a paciente evoluiu com quadro desfavorável. Foi internada em maio/2019 com dor lombar não controlada e novos exames evidenciaram metástases em ossos da pelve, pulmões, pleura e linfonodos. Recebeu alta com indicação de iniciar quimioterapia, mas foi reinternada em junho de 2019 em estado caquético e sem condições clínicas para tratamento oncológico, sendo optando junto aos familiares por priorizar conforto, vindo à óbito em 20/06/2019.

Discussão e Conclusão(ões): Macroscopicamente é uma massa bem limitada por uma cápsula fibrosa e homogênea. Apresenta taxas de recorrência locais entre 37‐48% e de metástases em cerca de 50% dos casos, porém não é incomum a longa taxa de sobrevida mesmo na presença de metástases. As taxas de sobrevivência em 5 anos são de 82–90%, em 10 anos de 65–70%, em 15 anos de 58–60%. tratamento atual é baseado na ressecção cirúrgica que pode ser curativa, a radioterapia e quimioterapia ainda não foram comprovadas como tratamento de primeira linha. O condrossarcoma mixoide extra‐esquelético é uma entidade rara. A chave diagnóstica é o estudo morfológico, auxiliado pela imuno‐histoquímica e genética. É um tumor com alta taxa de recorrência local e de metástases.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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