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Vol. 37. Issue S1.
Pages 32 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 32 (October 2017)
TL8‐073
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.372
Open Access
CONTRIBUIÇÃO DO ULTRASSOM ENDOANAL 3D NA AVALIAÇÃO DA FÍSTULA ANAL
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Eduardo de Paula Vieira, Bruna Vasconcellos Guimarães, Ricardo Rosa, Edna Delabio Ferraz, Rosane Louzada Machado, Lucas Perello de Azevedo, João de Aguiar Pupo Neto
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: Fístulas anorretais são processos supurativos crônicos caracterizados por comunicação anormal delimitada à parede do reto e canal anal ou que se estabelece entre esse e os tecidos ou órgãos vizinhos. O uso dos métodos de imagem auxilia na identificação completa das fístulas e seus trajetos, na sua relação com esfíncter anal, resulta em melhor planejamento cirúrgico, menor trauma sobre o aparelho esfincteriano e, consequentemente, menor morbidade ao paciente.

Objetivos: Avaliar a acurácia do ultrassom 3D no diagnóstico de fístulas perianais, com vistas a planejamento terapêutico.

Métodos: Estudo prospectivo feito entre maio de 2012 e junho de 2017, incluiu 69 pacientes com diagnóstico clínico de fístula perianal, 40 mulheres e 29 homens, entre 17 e 73 anos, submetidos à ultrassonografia endoanal 3D para avaliação pré‐operatória dos trajetos fistulosos. Foram avaliados: a identificação do orifício interno, do trajeto fistuloso, o grau de comprometimento esfincteriano e a presença de trajetos secundários. Para identificação dos trajetos fistulosos foi usada também injeção de peróxido de hidrogênio.

Resultados: O orifício interno foi identificado em 67 pacientes. Trajetos complexos ou secundários foram evidenciados em 17,4% dos casos (12 pacientes). A presença de lesões esfincterianas associadas foi observada em 11 pacientes. Em três pacientes foram diagnosticadas fístulas retovaginais. A avaliação do acometimento esfincteriano maior do que 50% ocorreu em 16 pacientes (23,18% dos casos). Houve coincidência entre os achados cirúrgicos e ultrassonográficos em todos os pacientes operados, contudo houve duas recidivas. Foram classificados 21 pacientes (30,43%) como portadores de fístula anal complexa, o que revela uma taxa significativa de fístulas complexas.

Conclusão: A avaliação completa do complexo fistuloso é condição indispensável para escolha adequada da abordagem cirúrgica. A ultrassonografia em 3D possibilita identificação da extensão longitudinal do trajeto fistuloso, fornece completa orientação com relação ao aparelho esfincteriano, além de possibilitar, com alta sensibilidade, a identificação do orifício interno em mais de um plano.

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Journal of Coloproctology

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