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Vol. 37. Issue S1.
Pages 119 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 119 (October 2017)
P‐105
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.106
Open Access
CONTROLE DA DOENÇA DE CROHN E ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE EM PACIENTE ESPLENECTOMIZADO
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Henrique Luckow Invitti, Ana Helena Bessa Gonçalves Vieira, Adriana Pires Smaniotto, Claudio Rotta Lucena, Eduardo Endo, Odery Ramos Júnior, Antonio Carlos Trotta
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC), Curitiba, PR, Brasil
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Introdução: A doença de Crohn (DC) caracteriza‐se por ser autoimune e, portanto, predispõe a manifestação de outras doenças autoimunes concomitantes. Com fisiopatologias semelhantes, o tratamento de uma doença pode acarretar a melhoria da outra.

Descrição do caso: O.M., 61 anos, masculino, admitido no hospital universitário em 2015 por astenia e icterícia, diagnosticado com anemia hemolítica autoimune (AHAI). Também apresentava diarreia crônica e fístula perianal. Colonoscopia com ileíte terminal e anatomopatológico sugestivo de DC. Evolução sem resposta ao tratamento clínico proposto para AHAI e foi indicada esplenectomia. Iniciado, também, tratamento com azatioprina, com aprimoramento da dose pelo serviço da coloproctologia, obteve melhoria significativa sem necessidade de terapia combinada. Após 11 meses de tratamento com azatioprina apresentou cicatrização completa da mucosa ileal e da fístula perianal.

Discussão: DC tem diversas manifestações extraintestinais, que acometem de 20 a 40% dos pacientes. Anemia ferropriva e anemia de doença crônica são as que mais se associam com DC, pode haver relação com AHAI. A associação da AHAI com a DC parece ser um evento raro e com poucos casos na literatura. O tratamento da DC abrange medicamentos imunossupressores ou imunomoduladores em monoterapia ou terapia combinada. A esplenectomia provoca uma diminuição na capacidade imunológica, pode apresentar melhoria nas doenças autoimunes. O paciente em questão apresentou melhoria significativa da DC em um período de 11 meses com monoterapia (azatioprina). Esse progresso foi inesperado e incomum para um paciente com DC com acometimento perianal. O papel da esplenectomia nesse relato é fator de questionamento e discussão.

Conclusão: A raridade da coexistência da DC e AHAI e praticamente a inexistência de estudos ou relatos de casos relacionados à esplenectomia tornam difícil estabelecer uma correlação dessa com a melhoria da DC. Esse é um questionamento que deve ser levantado e estudado com objetivo de propor novas opções terapêuticas.

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Journal of Coloproctology

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