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Vol. 37. Issue S1.
Pages 70-71 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 70-71 (October 2017)
V5‐53
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.295
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CORREÇÃO DE FÍSTULA RETOURETRAL IATROGÊNICA COM INTERPOSIÇÃO DE RETALHO DE MÚSCULO GRÁCIL
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Sérgio Carlos Nahas, Rodrigo Ambar Pinto, Fabio Busnardo, Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Leonardo Bustamante‐Lopez, Rafael Vaz Pandini, Ivan Ceconello
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A fístula retouretral iatrogênica é uma complicação temida na prostatectomia. Ainda é uma patologia rara e sem consenso quanto ao tratamento mais efetivo.

Objetivo: Descrever a técnica de interposição de músculo grácil para tratamento de fístula retouretral.

Métodos: Paciente O.D.S., sexo masculino, 50 anos, hipertenso, veio para o nosso serviço em pós‐operatório tardio de prostatectomia radical convencional em julho de 2016 por neoplasia de próstata, sem radioterapia associada. No terceiro dia de pós‐operatório, havia evoluído com distensão abdominal e pneumatúria, foi submetido no mesmo dia a laparotomia exploradora, com identificação e rafia de uma lesão no reto e reconfecção da anastomose uretral. Ainda assim, evoluiu com pneumatúria e infecções urinárias de repetição. No nosso serviço, fez ressonância de pelve, que mostrava estreito trajeto fistuloso retovesical. O paciente foi submetido em dezembro/2016 a preparo mecânico do cólon e derivação intestinal com ileostomia em alça videolaparoscópica, recebeu alta hospitalar após três dias. No 45° dia de pós‐operatório, já em melhor condição clínica e sem infecção urinária, foi submetido a tratamento cirúrgico da fístula retouretral. Com o paciente em posição de litotomia sob raquianestesia, foi feita incisão transversa no períneo com dissecção até o nível da fístula, que foi ultrapassada, separou‐se a uretra do reto. O orifício fistuloso da uretra e do reto foi rafiado. Com auxílio da equipe da cirurgia plástica, foram feitas duas incisões longitudinais na coxa esquerda para identificação e mobilização do retalho de músculo grácil, para reforçar a área da fístula e garantir interposição de tecido bem vascularizado.

Resultados: O paciente evoluiu sem infecção de ferida e sem déficit locomotor importante, além de resolução da fístula, comprovada por ressonância e retoscopia. Foi submetida, com sucesso, a fechamento da ileostomia 60 dias após.

Conclusão: A interposição do músculo grácil mostrou‐se custo‐efetiva e com baixa morbidade para o tratamento da fístula retouretral.

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Journal of Coloproctology

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