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Vol. 37. Issue S1.
Pages 63-64 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 63-64 (October 2017)
V4‐35
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.277
Open Access
CORREÇÃO DE PROLAPSO RETAL COM RETOPEXIA VENTRAL VIDEOLAPAROSCÓPICA EM PACIENTE COM DOENÇA DE EHLERS‐DANLOS
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Diego Santana Porcari Dias, Renato de Oliveira Flores, Leonardo Machado de Castro, Ricardo Junio Garcia, Atila Haddad Crieler, Silvano Cambruzzi, Vanessa Souza Carvalho
Hospital Federal da Lagoa, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Objetivo: Demonstrar a eficácia e segurança da técnica em paciente com distúrbio do colágeno.

Resumo de caso: Paciente M.J.A., 49 anos, portador de doença de Ehlers‐Danlos, apresentava prolapso retal recidivado após tentativa de correção por via perineal através de procedimento de Delorme, foi submetido a retopexia ventral videolaparoscópica com tela biológica. Foi feito um acesso laparoscópico para permitir o procedimento. Durante a manipulação inicial das alças intestinais notou‐se uma grande friabilidade tecidual, o que motivou a feitura de toda liberação do reto com tração delicada em suas paredes posterior, laterais com preservação das artérias retais médias e anterior até o nível da próstata. Feita sutura de tela biológica, colocada ventral ao reto, em região anterior de reto distal e no promontório com pontos separados de prolene 2‐0. Paciente recebeu alta no segundo dia de pós‐operatório. Permanece em acompanhamento ambulatorial sem recidiva do quadro.

Conclusão: O prolapso retal é uma protrusão de todas as camadas do reto no sentido anal, caracteriza um aspecto clínico de um tumor anal, inicialmente ele resulta de um esforço intenso com uma redução espontânea e posteriormente ele resulta de um esforço menor com dificuldade na redução. A incidência é maior em mulheres e em pacientes com defeitos na síntese de colágeno. O diagnóstico é essencialmente clínico e o tratamento é cirúrgico. A síndrome de Ehlers‐Danlos (SED) é um grupo heterogêneo de doenças hereditárias do tecido conjuntivo, devido a alterações genéticas que causam defeitos no colágeno. O tecido conjuntivo pode causar ou predispor os afetados, entre muitos outros problemas, ao desenvolvimento de hérnias, hipotonia (baixo tônus) muscular, atrasos no desenvolvimento motor, problemas cardíacos (tais como prolapso da válvula mitral, dilatação da veia aórtica, ruptura espontânea de artérias), prolapso (útero, reto), ruptura de órgãos internos, problemas nos olhos (descolamento de retina por exemplo, miopia, estrabismo etc), o desenvolvimento precoce de osteoartrite (doença articular degenerativa), osteopenia e osteoporose.

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Journal of Coloproctology

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