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Vol. 39. Issue S1.
Pages 126 (November 2019)
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Correção de fístula retovesical com transposição de retalho de músculo gracil
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B.B. Ferreira, L.M. de Castro, L.F.C. Gomes Medaglia, R.J. Garcia
Hospital Federal da Lagoa, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Área: Doenças Anorretais Benignas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Objetivo deste trabalho é a apresentação de um relato de caso, de uma correção de fístula retovesical complexa, após radioterapia e prostatectomia, realizando a transposição de retalho de músculo grácil esquerdo.

Descrição do caso: F.L.F., 67 anos, sexo masculino, apresentando fístula retovesical complexa após proctatectomia radical e radioterapia por adenocarcinoma de próstata e nova ressecção recidiva locorregional. A mesma foi diagnosticada por anamnese e exame físico, associada a exames complementares como tomografia de abdômen e pelves e colonoscopia. Foi submetido a tentativa de correção laparoscópica do orifício fistuloso com rafia do reto, sem sucesso. Realizou transversostomia derivativa como ponte para novo procedimento cirúrgico. Submetido a nova abordagem cirúrgica, dessa vez com a técnica de transposição de retalho de músculo grácil esquerdo.

Discussão e Conclusão(ões): As fístulas retovesicais (FRV) são comunicações patológicas entre a bexiga e reto. Trata-se de uma rara complicação decorrente de doenças inflamatórias e neoplásicas da pelve, além de casos resultantes de iatrogenia, e associa-se a altos índices de morbimortalidade. As fístulas retovesicais adquiridas foram classificadas como benignas, secundárias à doença de Crohn, trauma, sepse perirretal ou lesão iatrogênica; e relacionada à malignidade, secundária a neoplasia, radiação, cirurgia ou efeitos combinados de tumor e tratamento. Os achados clínicos da fístula retovesical incluem pneumatúria, fecalúria e drenagem urinária do reto. O local da fístula é geralmente detectado pelo exame retal e pode ser identificado na uretrocistografia, tomografia de pelves, ressonância magnética de pelves ou exame contrastado do reto. O gás dentro da bexiga, na ausência de instrumentação transuretral recente, é o achado clássico de fístula intestinal na bexiga. Para facilitar o fechamento espontâneo, o manejo geralmente inclui desvio do trânsito intestinal (colostomia) e desvio urinário (cistostomia suprapúbica, cateter uretral permanente ou ambos). No entanto, esta abordagem raramente é bem-sucedida e a duração do desvio necessário não é clara. Aqui, descrevemos nossa técnica de reparo de fístula retovesical através da transposição de retalho de músculo grácil, como uma alternativa para fístulas retovesicais complexas e recidivadas.

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Journal of Coloproctology

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