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Vol. 39. Issue S1.
Pages 174 (November 2019)
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Correlação entre aderência ao protocolo eras e desfechos clínicos em pacientes submetidos a cirurgia colorretal oncológica
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A.S. Portilho, V.E. Seid, S.E.A. Araujo, B.B. Vailati, L.S. Gerbasi, M.T. Marcante, M.L.V. Olive
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
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Área Ensino em Coloproctologia

Categoria Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s) Apresentar a correlação entre a aderência ao protocolo ERAS, as complicações cirúrgicas pós‐operatórias e tempo de estadia hospitalar.

Método Análise retrospectiva de banco de dados prospectivo de pacientes incluídos no protocolo ERAS e submetidos a cirurgia colorretal de janeiro de 2016 a janeiro de 2019, no HMVSC. As intervenções contempladas em nosso protocolo seguiram o padrão determinado pela ERAS Society e foram em número de 19, divididas em quatro momentos: antes da admissão do paciente: avaliação nutricional, educação do paciente, manejo de tabagismo, etilismo e comorbidades; pré operatório: abreviação do jejum, preparo intestinal seletivo, antibiótico profilaxia antes da incisão, profilaxia de trombose e de náuseas/vômitos, intraoperatório: evitar drenagem abdominal e uso de sonda nasogastrica, anestesia multimodal, cirurgia minimamente invasiva, analgesia multimodal, oferta de fluidos guiada por metas; e pós‐operatório: jejum abreviado, mobilização precoce, uso de estimulante gastrointestinal, evitar uso indiscriminado de fluidos endovenoso, evitar uso de sonda vesical de demora por mais de 24h, uso de cateter peridural no pós operatório imediato. Dividimos os pacientes em 3 períodos (A‐ pacientes operados em 2016, B – pacientes operados em 2017 e C‐ pacientes operados em 2018), nos quais verificamos os índices de aderência global ao protocolo, e sua correlação com complicações anastomóticas e estadia hospitalar.

Resultados A amostra consta de 104 pacientes, sendo 40 pacientes no grupo A, 30 pacientes do grupo B e 34 pacientes no grupo C. Os grupos eram comparáveis quanto a sexo, idade, comorbidades e a complexidade do procedimento cirúrgico proposto. O índice de aderência ao protocolo foi de 51.8% para grupo A, 63.7% para grupo B, e 69.8% para grupo C, mostrando tendência crescente ao longo do tempo. O tempo de estadia hospitalar teve tendência inversa com média de 5.4 dias, 5.1 dias e 4.9 dias respectivamente para os grupos A, B e C. Alem disso, também observamos que os índices de complicações anastomóticas 10% para grupo A, 6.7% para grupo B e nenhuma complicação anastomótica para o grupo C.

Conclusão(ões) O protocolo ERAS tem como meta a obtenção de melhores desfechos clínicos em pacientes submetidos a cirurgia colorretal. A aderência ao protocolo está intimamente ligada a melhores resultados, com menor estadia hospitalar e menores índices de complicações graves.

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Journal of Coloproctology

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