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Vol. 37. Issue S1.
Pages 151 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 151 (October 2017)
P‐181
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.182
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CORRELAÇÃO ENTRE PATOLOGIAS ANORRETAIS E DOR ANAL EM PACIENTES SUBMETIDOS A MANOMETRIA ANORRETAL EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE SALVADOR (BA)
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Tássia Mendes Franco, André Luiz Santos, Rafael Gavião Farias, Fernanda Mendonça, Liane Vanessa Zachariades Santos Góes, Carlos Ramon Silveira Mendes, Antonio Carlos Moreira de Carvalho
Hospital Geral Roberto Santos, Salvador, BA, Brasil
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Introdução: Dor é um sintoma subjetivo e complexo que apresenta aspectos sensitivos cuja percepção está intimamente relacionada ao sistema fisiológico acometido e ao estado psíquico, cultural e emocional de cada indivíduo, pode ainda apresentar‐se como afecção pós‐traumática ou neurológica idiopática. Quando se trata das síndromes dolorosas perineais, a importância da sua compreensão associa‐se à elevada incidência e aos avanços no conhecimento da neurofisiologia. A característica principal é o diagnóstico por exclusão, baseia‐se na descrição clínica e nos achados dos exames endoscópicos e na avaliação da fisiologia anorretal.

Objetivo: Identificar causas de dor anal em pacientes atendidos em um serviço público em Salvador (BA).

Métodos: Foram avaliados 61 pacientes atendidos que tiveram dor anal como queixa principal para fazerem a manometria anorretal, entre janeiro de 2015 e junho de 2017.

Resultados: Dos 61 pacientes, 41 eram do sexo feminino (67%) e 20 do masculino (33%), com média de 46 anos. Pacientes que apresentavam dor anal e alguma patologia associada perfaziam 72% dos casos (44) e que portavam apenas dor anal representavam 26% (16). Das patologias associadas a dor anal, doença hemorroidária e fissura anal foram as mais prevalentes (25% cada), seguidas por constipação intestinal (18), fístula anal (9%) e incontinência e prolapso retal (7% cada). Em relação à contratilidade, 52% apresentaram normocontratilidade, 36% hipercontratilidade e 16% hipocontratilidade. Sobre a tonicidade, 45% apresentavam hipertonicidade, 29% normotonicidade e 26% hipotonicidade. Sensibilidade retal preservada representou 69% dos exames.

Conclusão: As análises feitas mostram que a dor anal tem relação com a existência de hipertonicidade esfincteriana e patologias perineais. Apesar de os dados não coincidirem com a literatura, o caráter subjetivo da avaliação evidenciou algia nos pacientes com doença hemorroidária. Assim, o estudo pode contribuir para ajudar na interpretação dos mecanismos fisiopatológicos e auxiliar terapêutica eficaz definitiva para esses pacientes.

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Journal of Coloproctology

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