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Vol. 37. Issue S1.
Pages 119 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 119 (October 2017)
P‐106
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.107
Open Access
DESENVOLVIMENTO DE HEPATOCARCINOMA E INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA FULMINANTE NA DOENÇA DE CROHN EM TERAPIA BIOLÓGICA ANTI‐TNF ISOLADA
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Barbara Bianca Linhares Mota, Juliana Lima Toledo, Karina Kendra Mar Marques, Marley Ribeiro Feitosa, Rogerio Serafim Parra, José Joaquim Ribeiro da Rocha, Omar Feres
Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A terapia biológica anti‐TNF pode estar associada ao desenvolvimento de neoplasias, tais como linfoma, melanoma e neoplasias de órgãos sólidos. O objetivo do presente estudo é relatar o desenvolvimento de hepatocarcinoma com terapia anti‐TNF na doença de Crohn (DC).

Descrição do caso: Mulher, 39 anos. Diagnóstico de DC em tratamento com adalimumabe havia cinco anos e controle adequado da doença. Iniciou quadro de astenia, hiporexia, febre e dor abdominal. Ao exame do abdômen percebia‐se distensão importante e dor difusa, sem sinais de irritação peritoneal. Apresentava, ainda anasarca. Sem antecedentes de etilismo. Sorologias para hepatites negativas. A radiografia de abdômen mostrou edema de alças de delgado com sinais de obstrução, foi indicada laparotomia exploradora. Achados operatórios: moderada quantidade de líquido ascítico, fígado aumentado e endurecido, com nodulações difusas, sugestivo de neoplasia hepática. Não havia atividade intestinal da doença inflamatória. A biópsia hepática mostrou hepatocarcinoma moderadamente diferenciado com invasão angiolinfática. A paciente evoluiu com pioria clínica e óbito por insuficiência hepática no 11° dia de pós‐operatório.

Discussão: A cirrose hepática causada de etiologia viral é a principal causa de hepatocarcinoma. Outros fatores de risco são etilismo, esteatose hepática não alcoólica e doenças hereditárias, como a hemocromatose. No caso apresentado, além do uso crônico da terapia biológica, não havia fatores de risco para essa neoplasia e, na ressonância prévia do abdômen, não foram observadas alterações hepáticas. As enzimas hepáticas antes do desenvolvimento dos sintomas também eram normais. O diagnóstico de neoplasia hepática foi sugerido no intraoperatório e confirmada pela biópsia. Existem relatos de insuficiência hepática fulminante relacionada ao uso de medicamentos anti‐TNF, entretanto a associação com hepatocarcinoma era desconhecida.

Conclusão: O uso de terapia biológica com adalimumabe pode estar relacionado com o desenvolvimento de hepatocarcinoma e insuficiência hepática fulminante, mesmo em pacientes jovens e sem fatores de risco para neoplasias.

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Journal of Coloproctology

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