Journal Information
Vol. 38. Issue S1.
Pages 99 (October 2018)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 38. Issue S1.
Pages 99 (October 2018)
P70
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.213
Open Access
DIAGNÓSTICO DE MELANOMA ANORRETAL EM ACHADO DE EXAME PROCTOLÓGICO SOB ANESTESIA
Visits
...
Eduardo Endo, Henrique Luckow Invitti, Rafael Rodrigues Spinola Barbosa, Julia Furlan Anastacio, Leticia Allebrandt, Rodnei Bertazzi Sampietro, Ana Helena Bessa Gonçalves Vieira
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC), Curitiba, PR, Brasil
Article information
Full Text

Introdução: De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pele é a neoplasia mais prevalente no Brasil, o melanoma representa cerca de 3% dos tumores malignos do órgão e é o que possui maior mortalidade. Dentro do espectro do melanoma apenas 1,3% são de localização mucosa, que possui a pior taxa de sobrevida. Dos melanomas de mucosa 23% são anorretais.

Descrição do caso: T.N.D., 65 anos, feminino. Avaliada no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba por queixas de dor e sensação de corpo estranho em região anal há 6 meses sem sangramento, emagrecimento, constipação ou diarreia. Colonoscopia evidenciou pólipo pediculado, com base ulcerada, de 8mm em borda anal. Em exame sob anestesia, realizada polipectomia e biópsia incisional de pápula hipercrômica, localizada em borda anal, com contornos irregulares, medindo aproximadamente 3cm. O diagnóstico anatomopatológico desta lesão foi de melanoma cutâneo in situ. Após estadiamento foi indicada amputação abdominoperineal do reto. O procedimento foi realizado sem intercorrências. Não foi indicada terapia adjuvante pela equipe de oncologia clínica.

Discussão: O melanoma anorretal é uma neoplasia rara, com poucos casos relatados desde sua primeira publicação em 1857. Tem maior incidência entre a sexta e oitava décadas de vida, com predomínio na raça branca. A lesão em geral se apresenta como lesão polipóide que se projeta para a luz do órgão. Os sintomas são semelhantes aos de doenças orificiais benignas, o que pode dificultar o diagnóstico. Não existe consenso na literatura sobre a melhor conduta terapêutica. Alguns autores defendem a amputação abdominoperineal. Outros, uma postura mais conservadora, optando pela ressecção local mantendo os esfíncteres anorretais. A bibliografia demonstra que os melanomas não são sensíveis a radioterapia e não há concordância de qual seria o melhor quimioterápico. Em geral o diagnóstico é tardio, já com doença metastática, o que contribui para a descrição de prognóstico desfavorável na maior parte dos relatos.

Conclusão: Apesar de raro, o melanoma anorretal deve ser considerado no diagnóstico diferencial de lesões hipercrômicas perianais. O diagnóstico precoce é fundamental para um desfecho favorável.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools