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Vol. 37. Issue S1.
Pages 119-120 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 119-120 (October 2017)
P‐107
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.108
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DIAGNÓSTICO TARDIO NA DOENÇA DE CROHN: RELATO DE CASO
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Eduardo Endo, Henrique Luckow Invitti, Odery Ramos Júnior, Marina Muller Reis Weber, Ana Helena Bessa Gonçalves Vieira, Antonio Carlos Trotta, Rubens Valarini
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC), Curitiba, PR, Brasil
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Introdução: A doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal que pode acometer qualquer segmento do trato digestório. O diagnóstico precoce é fundamental e pode evitar complicações na evolução da doença.

Descrição do caso: J.R., feminino, 19 anos, dor abdominal crônica e alteração do hábito intestinal desde a infância. Fazia uso de medicamentos sintomáticos com melhoria parcial da dor. Em 2016 foi admitida em hospital por dor abdominal de forte intensidade, náuseas e vômitos. Pelo quadro compatível com apendicite aguda foi feita apendicectomia pela técnica aberta. Após o tratamento cirúrgico a paciente permaneceu com dor abdominal, febre recorrente e infecção da ferida operatória, tratada com ciprofloxacino e metronidazol sem sucesso. Em janeiro de 2017 apresentou saída de fezes pela ferida operatória e foi feita colonoscopia que revelou achados compatíveis com DC. Foi iniciado tratamento com prednisona, sulfasalazina e mesalazina. A paciente apresentou melhoria da dor abdominal, porém permaneceu com muco e pus nas fezes. Em março de 2017 apresentou novo episódio de saída de fezes pela ferida operatória. Nesse momento, foi encaminhada para serviço de coloproctologia em hospital terciário. Estudo de tomografia computadorizada mostrou imagem compatível com fístula enterocutânea e à fistulografia prováveis trajetos fistulosos entre alças ileais. A paciente não respondeu ao tratamento não operatório e fez‐se necessária abordagem cirúrgica. Feita ileocolectomia direita com anastomose primária. Hoje mantém acompanhamento ambulatorial e está em uso de azatioprina 2mg/kg/dia com remissão total dos sintomas até o momento.

Discussão: Trata‐se de uma paciente jovem com DC grave e diagnóstico tardio. A sistematização e o acompanhamento em serviço especializado para tratamento de doenças inflamatórias intestinais (DII) poderiam ter poupado a paciente das complicações da doença e do tratamento cirúrgico.

Conclusão: O diagnóstico precoce e a informação sobre as DII nos níveis primários de atendimento podem modificar o desfecho do tratamento desses pacientes.

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Journal of Coloproctology

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