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Vol. 38. Issue S1.
Pages 168-169 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 168-169 (October 2018)
VL09
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.361
Open Access
DIFICULDADES TÉCNICAS NO USO DE PORTAL ÚNICO PARA RESSECÇÃO LOCAL ULTRA‐BAIXA
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Natasha Garcia Caldas, Nimer Ratib Medrei, Andre Araujo de Medeiros Silva
Hospital da Região Leste (HRL), Brasília, DF, Brasil
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Introdução: O câncer colorretal é o terceiro tumor maligno em incidência em ambos os sexos mundialmente. A despeito da alta incidência, o câncer de colorretal é altamente curável quando detectado em fases iniciais, por isso se recomenda a realização de colonoscopia como método de rastreio, de forma a permitir o diagnóstico precoce e tratamento adequado.A excisão local é utilizada para os tumores retais precoces, sendo a técnica TAMIS considerada segura. É utilizada tanto em tumores malignos (T1‐T2) quando em lesões benignas, evitando as morbidades relacionadas aos procedimentos cirúrgicos invasivos.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 64 anos, procurou o ambulatório de coloproctologia com queixa de fezes com sangue há 05 meses, em todas as evacuações, sem presença de dor ou esforço evacuatório, sem alterações do hábito intestinal. Ao toque retal, observada presença de aparente irregularidade mucosa das 2 as 5 horas, móvel e presença de sangue em dedo de luva. Colonoscopia evidenciou lesão plana de reto inferior, com biópsia demonstrando adenoma tubular com displasia de alto grau em mucosa de reto. USG evidenciando tumor a 04cm da margem anal, envolvendo 30% da circunferência real. RNM evidenciou tumoração de reto sem comprometimento de camada muscular ou de planos gordurosos mesorretais. Linfonodos negativos. Submetida a cirurgia minimamente invasiva transanal (TAMIS) para excisão local da lesão, com margens livres.

Discussão: A utilização de ressecção transanal por portal único requer expertise técnica, pois muitas vezes é difícil a distinção do plano correto de dissecção. Consequentemente, é possível entrar no plano errado de ressecção, o que pode resultar em sangramento, lesão de nervos autonômicos e até mesmo lesão de órgãos adjacentes. Entender e reconhecer a anatomia local facilita a dissecção segura e acurada do procedimento.

Conclusão: A utilização da técnica TAMIS na excisão local de tumores retais precoces é uma opção promissora, que tem demonstrado resultados oncológicos satisfatórios além de benefícios na qualidade de vida do paciente.

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Journal of Coloproctology

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