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Vol. 39. Issue S1.
Pages 14-15 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 14-15 (November 2019)
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Divertículo retal: achado colonoscópico
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L.A.N. Assis, Í.F.C. Amorim, E.A.W. Silva, L.R. Pelegrinelli, A.F.R. Zago
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Área: Métodos complementares diagnóstico e terapêutica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): A doença diverticular acomete principalmente o cólon sigmoide onde representa cerca de 70% dos casos descritos, atingindo o cólon transverso e ascendente em 10%, o cólon descendente em 10% podendo ainda ser pan‐colônica em mais de 10% dos casos. O acometimento do reto, entretanto, é extremamente raro, estimando‐se uma incidência de 0,07 a 0,08% dos doentes submetidos a investigação diagnóstica. O objetivo do presente relato é apresentar um caso de divertículo do reto, diagnosticado durante realização de exame colonoscópico e revisar a literatura quanto aos principais aspectos dessa inusitada afecção

Descrição do caso: A.S.A., 52 anos, masculino, procurou ambulatório de coloproctologia com quadro de sangramento após evacuação, de grande quantidade, de início há 3 anos. Exame proctológico evidenciando doença hemorroidária mista. Colonoscopia para rastreio com presença de grande quantidade de divertículos em todo cólon, inclusive divertículo em reto, único, com óstio largo, maior que 2cm e sendo realizado biópsias que não mostrou alterações

Discussão e Conclusão(ões): A presença de divertículo no reto é um evento raramente descrito e apresenta, ainda em nossos dias, etiologia incerta. Apesar da etiologia incerta, alguns fatores são descritos como predisponentes: constipação, impactação fecal recorrente, relaxamento do septo retovaginal, atrofia muscular, obesidade com infiltração gordurosa da parede muscular do reto, ausência de estruturas de suporte tais como o cóccix, traumatismos retais, infecção, ulceração e anomalias congênitas. Os divertículos retais acometem com maior frequência o sexo masculino, sendo geralmente únicos, podendo se encontrar até três divertículos no mesmo paciente. Na maioria dos casos publicados e assim como observamos no presente caso, os divertículos do reto possuem óstio largo com ampla comunicação com a luz retal. Apresentam curso assintomático, sendo frequentemente achado incidental. A concomitância com doenças orificiais não é rara, assim como observado no paciente do presente relato, em que a perda sanguínea retal era decorrente da doença hemorroidária, sendo o divertículo do reto um achado do exame colonoscópico. Ocasionalmente, os divertículos do reto podem ser acompanhados de complicações: infecção, perfuração, fístulas, estenoses, ulcerações e sangramento. O diagnóstico dos divertículos retais é difícil de ser realizado somente com base no exame clínico e habitualmente não requer tratamento cirúrgico. Cabe lembrar, todavia, da necessidade de acompanhamento periódico desses pacientes devido a possibilidade de metaplasia de mucosa gástrica no interior do divertículo e a associação com o câncer de reto. Conclusão: Os divertículos retais são raros, habitualmente assintomáticos, mas devem ser acompanhados já que podem levar a complicações que necessitem de intervenção cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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