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Vol. 39. Issue S1.
Pages 118 (November 2019)
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Doença de bowen perianal – exérese cirúrgica com avanço de retalho cutâneo v-y
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D.M.A.F. Baldez, J.P.F. Calheiros, R.F.G.D. Howes, R.H. Petrosemolo, A.P. Pandelo, B.C. Bavaresco, A.P.T. Costa, M.S. Paiva
Hospital Federal do Andaraí, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré-malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Patologia descrita pela primeira vez em 1912 por Jhon Templeton Bowen (1857-1840), porém, com primeiro relato envolvendo região perianal em 1939. Trata-se de um carcinoma intraepidérmico de células escamosas (carcinoma in situ), de crescimento lento, que tende a se espalhar intraepidermalmente. Pode evoluir para carcinoma epidermoide invasivo em 2 – 6% dos casos. Relatar-se-á caso clínico com objetivo de descrever a técnica de excisão ampla radical com avanço de retalho V-Y.

Descrição do caso: Paciente, sexo feminino, 56 anos, com queixa de prurido perianal. Exame proctológico evidenciou lesões perianais laterais direita e esquerda, hiperpigmentadas, eritematosas com aproximadamente 5cm de extensão. Colonoscopia normal e biópsia das lesões com histopatológico sugestivo de Papulose Bowenoide/Doença de Bowen. Sendo a Papulose Bowenoide histologicamente indistinguível da Doença de Bowen, realizou-se diagnóstico diferencial baseado na idade e apresentação macroscópica da lesão. Optou-se por tratamento cirúrgico com incisão perianal laterais direita e esquerda com ressecção local alargada com margens de 1cm e porteriormente anoplastia com avanço de retalho cutâneo V-Y bilaterais. Após o tratamento cirúrgico a paciente obteve alta no quarto dia pós operatório e seguiu acompanhamento ambulatorial até epitelização da ferida operatória. No momento é submetida a exame físico e anuscopia a cada três meses.

Discussão: A doença de Bowen é uma lesão pré-cancerosa, de crescimento lento e muitas vezes oligo ou assintomática. Sua ocorrência em áreas não expostas ao sol podem estar associadas a infecção pelo HPV, doenças inflamatórias intestinais e neoplasias de colon. Ressalta-se que a papulose bowenoide é histologicamente indistinguível da Doença de Bowen, sendo os critérios clínicos determinantes no diagnóstico diferencial destas, visto que a papulose tende a ocorrer em pacientes mais jovens e cursa com lesões múltiplas e pigmentadas. O aspecto macroscópico varia, desde placas eritemato-descamativas de contornos bem definidos até lesões vegetantes ou ulcerações. Dentre as patologias consideradas no diagnóstico diferencial podemos citar: doença de Paget, carcinoma basocelular, psoríase e papulose bowenoide. Em geral apresenta mínimos sintomas ou assintomática. Quando presentes as principais queixas são ardor e prurido. O tratamento abrange técnicas menos invasivas como criocirurgia (nitrogênio líquido) e terapia fotodinâmica (fotossensibilizantes e radiação a laser) ou exérese cirúrgica com margens amplas (padrão ouro). Como os defeitos cutâneos são grandes demais para permitir cicatrização por segunda intenção, são utilizadas técnicas como enxerto ou avanço de retalho cutâneo.

Conclusão: Ressaltamos com este relato de caso, a superioridade da exérese cirúrgica ampla, em relação as técnicas menos invasivas, por menor taxa de recidiva e melhor prognóstico. A técnica de retalho V-Y é uma boa opção para cobrir defeito da ferida de forma satisfatória.

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Journal of Coloproctology

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