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Vol. 38. Issue S1.
Pages 112-113 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 112-113 (October 2018)
P98
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.241
Open Access
DOENÇA DE BOWEN NA REGIÃO PERIANAL: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA
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Igor Cardoso Baima, Maíra Barra Benjamim, Sabina Aparecida Alvarez de Paiva, Manuela Pereira Liger, Diogo Peres Martins Soares, Lucas Consentino de Martins, Paulo Henrique Pisi
Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A Doença de Bowen (DB) é um carcinoma in situ de células escamosas cutâneas de ocorrência rara, sobretudo na região perianal. Possui aspecto variável e evolução lenta, oligo ou assintomática. O tratamento é a ressecção cirúrgica da lesão.

Descrição do caso:C.A.C.H., 71 anos, feminino, branca, diabética, refere lesão pruriginosa, eritematosa, com crescimento lento em região perianal com evolução de 10 anos e com biópsia recente de DB. Ao exame físico, haviam vesículas associadas a hiperemia e dor em região de dermátomo no glúteo a esquerda e em região interglútea com uma placa eritematosa descamativa de contornos nítidos, irregulares, hipopigmentada sem sinais de necrose ou ulceração. Realizou‐se, então, tratamento para Herpes Zoster com Aciclovir e, após 04 semanas, a ressecção da DB com margem de 1cm preservando o esfíncter anal e cobertura com retalho de rotação e avanço em “V‐Y” local. CACH obteve alta hospitalar após quatro dias e evoluiu sem intercorrência. O anátomo‐patológico foi Doença de Bowen com margens cirúrgicas livres.

Discussão: A DB é uma lesão pré‐cancerígena rara que pode evoluir para o carcinoma epidermóide invasivo em 2‐6% dos casos. Invasão local ou metástases são raras. Sintomatologia: queimação e prurido, raramente dor e sangramento. São lesões em placa de limites nítidos, irregulares, eritêmato‐escamativas, hipo ou hiperpigmentadas e exulceradas. A DB tem diagnóstico diferencial com doenças inflamatórias do cólon, carcinoma do reto, doença de Paget, carcinoma basocelular, líquen simples crônico e escleroatrófico e melanoma. Infecção pelo HPV, imunossupressão e radiação são fatores de risco. A paciente é diabética e não foi encontrado na literatura correlação da infecção pelo Herpes com a DB. O tratamento preconizado é a ressecção cirúrgica com margens iguais ou superiores a 1,0cm, com necessidade ou não de enxerto ou avanços de retalhos. Complicações relatadas são: necrose do retalho cutâneo, estenose anal, incontinência e disfunção sexual. Outras opções terapêuticas são: fotodinâmica, laser de argônio, crioterapia, radioterapia, coagulação com infravermelho, 5‐fluorouracil, imiquimod. O seguimento do paciente deve ser seriado por um tempo maior que 5 anos com: exame fisico, sigmoidoscopia flexível, biópsias aleatórias por punção.

Conclusão: O relato do caso confirma a evolução lenta e sintomatologia da doença de Bowen e o tratamento de eleição deve ser a ressecção da lesão com margens de segurança.

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Journal of Coloproctology

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