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Vol. 37. Issue S1.
Pages 84 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 84 (October 2017)
P‐026
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.027
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DOENÇA DE BOWEN PERIANAL: RELATO DE CASO
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Antonio Custodio da Costa Júniora, Felipe Soares Branquinhoa, Calil Salomão Abud Netob, Vimael Jefferson de Oliveira Holandaa, Edvaldo Silva Limab, Ernandi Araujo Lima Netoc, Murilo Boavista Pessoa Mendesb
a Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Santa Maria, RS, Brasil
b Hospital Santa Marta (HSM), Brasília, DF, Brasil
c Faculdade de Medicina Atenas, Paracatu, MG, Brasil
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Introdução: A doença de Bowen perianal é uma lesão pré‐cancerígena que pode evoluir para o carcinoma epidermoide invasivo. Geralmente é assintomática, com evolução lenta e progressiva. Quando sintomática, as principais queixas são de queimação e prurido e raramente dor e sangramento. Apresenta diagnóstico diferencial com doenças inflamatórias do cólon, carcinoma do reto, doença de Paget, carcinoma basocelular, ceratose seborreica, líquen simples crônico e escleroatrófico, condiloma acuminado, melanoma, psoríase e papulose bowenoide. A melhor opção de tratamento é a ressecção cirúrgica com margens de segurança, na maioria das vezes o enxerto ou avanços de retalhos são necessários. Outras opções terapêuticas são a fotodinâmica, laser de argônio, crioterapia e quimioterapia com 5‐fluorouracil tópico.

Relato de caso:I.C.F, sexo feminino, 68 anos, branca, com queixa de prurido anal crônico havia dois anos sem melhoria com medicação tópica. Sem alterações no exame físico, exceto ao exame proctológico. À inspeção, identificada lesão eritêmato‐escamosa, plana, de limites bem definidos, indolor, com aproximadamente 5cm no maior diâmetro, acometia região perianal. O histopatológico revelou doença de Bowen (carcinoma epidermoide in situ).

Discussão: A doença de Bowen geralmente acomete indivíduos com idade superior a 50 anos, ocorre sobretudo em regiões que sofreram exposição solar. Ela designa carcinoma in situ, apresenta lesões em placa de contornos nítidos, irregulares, salientes, eritêmato‐escamativas e até verrucosas, hipo ou hiperpigmentadas e eventualmente exulceradas. No tratamento cirúrgico, preconiza‐se a ressecção local alargada com margens iguais ou superiores a 1,0cm. Frequentemente os defeitos cutâneos deixados são grandes demais para permitir um fechamento primário ou por segunda intenção satisfatórios.

Conclusão: É uma doença com queixas inespecíficas e aspecto macroscópico variável, permite uma diversidade de diagnósticos diferenciais. O início da doença é de longa data, com crescimento e evolução lentos, retarda assim o diagnóstico. Esse deve ser feito através de biópsia e estudo histopatológico.

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Journal of Coloproctology

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