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Vol. 38. Issue S1.
Pages 13 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 13 (October 2018)
P113
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.028
Open Access
DOENÇA DE CROHN E SUAS COMPLICAÇÕES PÓS‐OPERATÓRIAS
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Paulo Jose Marques de Sousa, Adriano Dias Trajano, Louise Nathalie Queiroga Fontes Marques
Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI), João Pessoa, PB, Brasil
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Introdução: Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória crônica geralmente transmural, afeta comumente o íleo distal e cólon. Tem etiologia desconhecida e incurável. Os processos inflamatórios crônicos podem levar a urgências cirúrgicas, como obstrução intestinal, sangramento, fístulas e perfurações.

Relato de caso: L.S.M., 57 anos, feminino, deu entrada apresentando dor abdominal de forte intensidade em fossa ilíaca esquerda com sinais de irritação peritoneal, associado à vômitos e distensão abdominal. Ultrassom e Tomografia Computadorizada de abdome evidenciaram sinais de obstrução intestinal alta. Realizou Laparotomia Exploradora, sendo encontrado estenose do íleo distal e realizado enterectomia de cerca de 40cm e ileostomia em dupla boca. Após 6 meses, foi realizada cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal, porem evidenciado intenso processo fibrótico interalças, edema ileal e formação de carapaça compatível com DC. Foram desfeitas aderências e entero‐entero anastomose latero‐lateral. Na porção proximal da anastomose optou‐se por uma ostomia com dreno. O resultado do anatomo patológico da peça cirúrgica foi: enterocolite aguda purulenta gangrenosa, transmural e inflamação crônica granulomatosa com gigantócitos de Langhans. Paciente evoluiu com fístula entero‐cutânea orientada pelo dreno.

Discussão: No caso em questão, a paciente já se encontrava com abdome agudo obstrutivo, indicativo de tratamento cirúrgico, provavelmente causado devido o grau avançado da DC não tratada previamente, resultando em ileostomia de alça distal, com sinais indicativos de um intestino congelado, deiscência da ileostomia, fístula entero‐cutânea e instabilidade clínica. Segundo a literatura, a indicação cirúrgica ocorre em cerca de 75% dos casos, 50% destes pacientes terão uma obstrução intestinal decorrente do espessamento da parede intestinal, chamadas estenoses ou fibroestenoses. A taxa de fístulas no local da anastomose é cerca de70% em 1 ano e85% em 3 anos.

Conclusão: As complicações da DC como obstrução e fístulas intestinais são frequentes e de difícil tratamento no pacientes com doença não tratada.

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Journal of Coloproctology

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