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Vol. 38. Issue S1.
Pages 13 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 13 (October 2018)
P114
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.029
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DOENÇA DE CROHN FISTULIZANTE: RELATO DE CASO
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Anderson de Almeida Maciel, Isaac J.F. Correa Neto, Laercio Robles, Alexander de Sa Rolim, Rogerio Freitas Lino de Souza, Thais Yoko Ferreira Koga, Hugo Henriques Watte
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A doença de Crohn é uma desordem caracterizada pela inflamação transmural do trato gastrointestinal, podendo comprometer qualquer segmento desde a boca ao ânus. O risco de desenvolver uma fístula intestinal ao longo da vida está entre 20% a 40% e seu manejo muitas vezes representa um desafio.

Objetivo: Descrever caso de paciente com complicações pós operatória após tratamento cirúrgico de doença intestinal fistulizante em paciente com doença de Cronh.

Descrição do caso: Sexo feminino, 31 anos, com diagnóstico de doença de Crohn há 6 anos, após hemicolectomia direita devido quadro de abdome agudo inflamatório. Iniciou tratamento com mesalazina e após 2 anos de doença evoluiu com quadro de fístula retovaginal, sendo tratada com passagem de sedenho e terapia combinada de Infliximabe e azatioprina. Evoluiu com remissão dos sintomas por 2 anos, quando iniciou quadro de fístula enterocutânea sendo submetida a ressecção de ileo‐transversoanastomose devido à doença fistulizante com enterectomia de 150cm. Evolui no pós‐operatório com fístula de anastomose sendo necessário reabordagens cirúrgicas e confecção de ostomia a Mickulicz entre jejuno distal e cólon transverso, com 90cm de jejuno remanescente e desenvolvimento de intestino curto anatômico e funcional com elevado débito pela ileostomia. Diante do difícil controle do efluente, apesar da terapia nutricional total, optado por realização de reconstrução de trânsito intestinal precoce. Evoluiu após o procedimento com melhora progressiva do número de evacuações, recebendo alta hospitalar com média de 2 a 3x/dia com uso de 16mg/dia de loperamida. No momento em seguimento ambulatorial, em monoterapia com Adalimumabe e apresentando ganho de peso.

Discussão: O manejo do paciente com doença de Crohn, especialmente com apresentação fistulizante, pode ser um desafio, sobretudo diante de complicações pós‐operatórias, onde a atividade da doença é um fator adicional limitante, sendo que o conhecimento dos múltiplos fatores que influenciam na atividade da doença, complicações e história natural, além da experiência da equipe, se tornam fundamental para o manejo ideal de casos com apresentações atípicas.

Conclusão: As complicações da doença de Crohn se exacerbam diante de complicações pós operatórias, fazendo com que seu manejo seja bastante pormenorizado.

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Journal of Coloproctology

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